Depoimentos no julgamento de Conrad Murray chegam ao fim

Júri começa a decidir o destino do médico, acusado de homicídio culposo pela morte de Michael Jackson; defesa do médico pediu às pessoas na última quinta, 3, que esquecessem que Michael era uma estrela

Matthew Perpetua Publicado em 04/11/2011, às 12h59 - Atualizado às 13h36

Conrad Murray
AP

O julgamento do doutor Conrad Murray, médico acusado da morte de Michael Jackson, irá ao júri nesta sexta, 4, após seis semanas de audições no tribunal.

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Nos argumentos finais dados na última quinta, 3, promotores disseram que Jackson “pagou com sua vida” pela negligência do doutor Murray, enquanto a defesa do médico manteve que ele foi dado como responsável por atitudes que partiram do próprio cantor. “Eles querem que vocês culpem o doutor Murray pelas atitudes de Michael Jackson”, disse o advogado da defesa, Ed Chernoff, ao júri. “Se fosse qualquer um, não Michael Jackson, este doutor estaria aqui hoje?”

Chernoff ainda pediu ao júri para manter de lado o fato de que Jackson era um pop star de primeiro escalão e uma celebridade. “Se vocês vão acusar o doutor Murray, não o façam porque é Michael Jackson”, disse ele. “Isso não é um reality show. É realidade.”

Promotor David Walgren criticou o “sensacionalismo” da defesa ao fechar seus argumentos, e insistiu que o doutor agiu irresponsavelmente antes e depois da morte de Jackson. “Conrad Murray deu a ele Propofol e o abandonou”, contou Walgren ao júri. “Conrad Murray é criminalmente passível. A justiça exige um veredicto de culpado.”