Tu Pimp A Caterpillar: Kendrick Lamar revela que título de novo álbum homenagearia Tupac

Nome original do projeto faria menção ao influente rapper norte-americano

Redação Publicado em 01/04/2015, às 12h57 - Atualizado em 22/04/2015, às 17h25

Kendrick Lamar
Katie Darby/AP

A MTV norte-americana realizou uma série de entrevistas com Kendrick Lamar sobre To Pimp A Butterfly, recém-lançado álbum do rapper. No primeiro vídeo da série, Lamar revela que, originalmente, o disco levaria o nome de Tu Pimp A Caterpillar, em homenagem ao falecido Tupac Shakur.

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Lamar nunca escondeu a influencia de Shakur sobre a obra dele. Em “Mortal Man”, faixa que encerra o registro, uma entrevista concedida por 2Pac a um jornalista sueco em 1994 é intercalada aos versos do rapper.

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Durante a entrevista, o norte-americano explicou o título inicial, além do motivo da mudança: “Tu Pimp A Caterpillar era o nome original e homenagearia Tupac por meio de uma anagrama: Tu-P-A-C”, explicou. “A mudança para To Pimp A Butterfly tem a ver com uma vontade de contrastar uma leveza da vida com a palavra ‘pimp’, que é muito agressiva, além de muito representativa. Para mim, significa usar meu posto como celebridade por boas causas. E outro motivo é não ser explorado pela indústria musical através da minha obra”.

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A aparição antecipada nos serviços de música online foi a única surpresa do álbum. Era sabido que To Pimp A Butterfly não seria uma continuação de Good Kid M.A.A.D City, lançado em 2012. A teoria se confirmou e o rapper de Compton surge com um material completamente diferente da discografia dele.

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A produção executiva de Anthony Tiffith e Dr. Dre originou um trabalho que carrega a sonoridade de nomes como Flying Lotus (“Wesley’s Theory”) e Thundercat (“These Walls”), no entanto – e talvez aí esteja o grande mérito de To Pimp A Butterfly - o disco não poderia ser de nenhum outro artista que não Kendrick Lamar.

A solidez de Good Kid M.A.A.D City certamente colocou interrogações na mente de todos os fãs do rapper: o que vem a seguir? O nível será mantido? Felizmente, a resposta é afirmativa em ambos os casos. To Pimp A Butterfly provou tanto a capacidade criativa de Lamar quanto a manutenção de uma voz ímpar, de rimas extremamente pessoais e complexas.

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Outro ponto forte do disco é a discussão a respeito de questões raciais nos Estados Unidos. O caráter político das letras de Lamar não são novidade, pois desde Section.80, álbum de estreia do cantor, a violência policial é pauta. No entanto, o tom sobe em To Pimp A Butterfly, da desafiadora “The Blacker The Berry” até a sóbria “Mortal Man”, os versos do músico deixam clara a postura dele em relação aos abusos institucionais norte-americanos.

A capa do álbum, divulgada na última semana, complementa o conteúdo do registro: a voz de Compton deve ser ouvida, nem que ela tenha de invadir a Casa Branca.

"Don't all dogs go to heaven? Don't Gangsta's boogie? Do owl shit stank? Lions, Tigers & Bears. But TO PIMP A BUTTERFLY. Its the American dream nigga...." - lil Homie.

Uma foto publicada por Kendrick Lamar (@kendricklamar) em

Ouça To Pimp A Butterfly na íntegra: