Lançando novo single, BRVNKS fala sobre ser a mais nova aposta da gravadora Sony e liberdade criativa; ouça Yas Queen

A banda se apresenta nesta sexta, 2, no Z Carniceria, ao lado do pessoal do Marrakesh e Yamasasi

Redação Publicado em 02/11/2018, às 13h06

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Divulgação
Dois anos após o lançamento independente do elogiado EP Lanches, a banda BRVNKS, liderada por Bruna Guimarães, revelou que havia assinado um contrato com a gravadora Sony. A parceria está prestes a colher seus primeiros frutos: o disco Morri de Raiva está em produção, e deve chegar às plataformas digitais no começo de 2019. Nesta sexta, 2, foi divulgado "Yas Queen", primeiro single do novo projeto.  
 
As quatro músicas do EP de 2016 evidenciaram quase que instantaneamente o potencial da banda, que já abriu shows para alguns dos maiores nomes do indie, como Wavves, Tigers Jaw, Basement e DZ Deathrays.
 
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Bruna falou um pouco sobre esse salto musical que é tão rodeado por pontos positivos quanto é por mitos pejorativos. Prazos atípicos e restrição criativa costumam ser alguns dos medos mais recorrentes quando se fala de fechar contrato com uma gravadora e distribuidora, mas, através dos olhos de quem acabou de entrar nesse mundo dos gigantes, a vocalista e guitarrista declarou que existe na verdade o sentimento de parceria.
 
Como foi essa transição de artista independente à banda assinada com a Sony?
O convite foi bem inesperado. É uma das maiores gravadoras do mundo. Abre muitas portas, tem uma estrutura e equipe para trabalhar que eu não teria sozinha, ou demoraria muito para ter. É importante que gravadoras grandes voltem a olhar para as bandas novas que estão circulando por aí. Para mim, acho que temos muito mais a ganhar!
 
Você já tinha lançado Lanches, e agora vai lançar um álbum completo. Quais as maiores diferenças que você pode apontar entre o processo de gravação de um trabalho totalmente independente e um disco feito com o nome e apoio de uma gravadora? 
Quando fechamos esse contrato com a Sony, o combinado é que eles queriam três músicas, e um outro EP. E na realidade a gente já estava gravando o disco, com dez, já tínhamos tudo pronto, então só faltavam algumas coisas. Não teve nenhuma mudança nessa questão. As músicas já estavam escritas, as baterias gravadas, a gente já vinha trabalhando com a Alejandra Luciani, que gravou e mixou o disco, aí terminamos as guitarras e voz correndo e "dando um jeito" (por isso a demora) e entregamos. Eles ouviram e curtiram, não pediram nenhuma mudança nesse quesito. Fiquei feliz, sou muito dura pra mudar minhas coisas!
 
E esse mito da restrição de criatividade nas grandes gravadoras? De fato existe?
Por enquanto não percebi nada. Tudo que eu fiz, eu fiz da mesma forma que sempre fiz antes. Pediram algumas mudanças na questão de redes sociais, mas foi muito mais como uma "boa dica" do que uma ordem ou uma restrição. Eles têm as datas certas pra os lançamentos, pessoas pra cuidar das coisas, e antes eu me organizava com as coisas só do nosso jeito mesmo. Agora  tem que dar uma "profissionalizada" em algumas coisas, mas isso é bom. Artisticamente, nunca ouve nenhum tipo de conversa sobre como as músicas deveriam soar ou não. A gente mandou a mix final do disco depois do contrato assinado, para você ter uma ideia.
 
Depois de tantas conquistas em um ano (você também abriu pro Wavves no começo do ano, uma das bandas que vc citava como grande influência no seu som), qual o próximo grande passo? 
Eu fico bem assustada com as coisas legais que a gente fez por conta de quatro músicas, mesmo quase dois anos parados. Abrimos para bandas que eu sou muito fã. Eu acho que agora é uma fase de fazer com que a galera conheça mais nosso som, fazer shows aonde nunca fomos, festivais maiores, ir pra fora do Brasil.
 
BRVNKS vai estrear o single ao vivo também nesta sexta, 2, na casa de shows Z Carniceria, com shows das bandas Marrakesh e Yamasasi. Ouça abaixo o single "Yas Queen" e veja o serviço do evento.
 
 
 
Brvnks, Marrakesh e Yamasasi
Sábado, 3 de novembro
Z Carniceria - Av. Brigadeiro Faria Lima, 724 - Pinheiros
Ingressos: Entre R$ 15 e R$ 25