Lojas de departamento de Nova York são acusadas de racismo; entenda o caso

A Macy's e Bloomingdale's resistem em colaborar com investigação de Comissão de Direitos Humanos

Redação Publicado em 04/12/2013, às 20h28 - Atualizado às 21h35

Jay-Z
AP

A Comissão de Direitos Humanos de Nova York emitiu um ultimato para as lojas de departamento Macy's e Bloomingdale's (que faz parte da Macy's), que ainda não entraram com a documentação necessária para tenham continuidade as investigações de discriminação racial feitas contra as lojas. Os representantes, que perderam o prazo de 22 de novembro, têm até o dia 10 de dezembro para se apresentar ao Departamento de Polícia de Nova York e fornecer as informações pedidas, como a política de detenção de clientes, por exemplo.

Uma porta-voz da Macy’s afirmou que a equipe da loja está trabalhando para chegar a um acordo que satisfaça a investigação da comissão e proteja os interesses comerciais dos proprietários.

“É decepcionante que eles não tenham cooperado com a investigação da comissão sobre as recentes acusações de discriminação racial em algumas das maiores lojas de departamento da cidade", disse Patricia L. Gatling, membro da Comissão de Direitos Humanos de Nova York para o Women’s Wear Daily. "Em vez disso, tentaram ditar os termos e o âmbito da nossa investigação”.

Desde 2002, 150 pessoas reclamaram de discriminação racial em lojas nova-iorquinas. Um dos casos mais recentes aconteceu na Barneys, quando dois clientes negros foram detidos depois de gastar muito dinheiro no local. Um dos clientes, Trayon Christian, entrou com um processo contra a loja. O CEO da Barneys pediu desculpa e concordou encontrar os representantes da National Action Network, de Al Sharpton, “para iniciar um diálogo a respeito do problema”, conforme a loja escreveu no Facebook. O rapper Jay Z (foto), que estava colaborando com a loja para na coleção natalina BNY SCC, exigiu um lugar em um conselho criado especificamente para lidar com a questão de racismo em troca da permanência no projeto.