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Lollapalooza 2018: Wiz Khalifa se sustenta com hits e leva “baseados gigantes” ao palco do festival

Rapper reuniu público expressivo mesmo tocando na mesma hora do headliner The Killers

Lucas Brêda Publicado em 25/03/2018, às 22h16 - Atualizado às 22h29

Wiz Khalifa no Lollapalooza 2018
Mila Maluhy/M Rossi/Divulgação

Enquanto o The Killers fechava a edição nacional de 2018 do Lollapalooza no palco principal, Wiz Khalifa era a atração derradeira do palco Axe. O rapper norte-americano reuniu um público expressivo para o dia (este domingo, 25) e horário (21h), maior até do que atracações equivalentes em dias anteriores, como Mac DeMarco na sexta, 23.

Logo na segunda performance, Wiz Khalifa deu o tom da noite: acendeu um baseado considerável enquanto cantava. Logo depois, ele estava distribuindo balões de plástico em formato de cigarros de maconha à plateia. O telão também exibiu uma plantação de maconha e o rapper fez questão de perguntar o quão chapada estava sua plateia.

Apesar de termos pouquíssimos artistas abertos em relação à maconha no festival, o show de Khalifa não é uma surpresa. Ele vendeu milhões de discos, ganhou Globo de Ouro e concorreu a diversos prêmios Grammy cantando, entre outras coisas, sobre fumar a erva. Até o “baseado gigante”na plateia trazia o logo da marca de papel de seda que o patrocina, a Raw.

“Quantos de vocês compraram meu primeiro álbum quando ele saiu?”, ele disse, falando de Show and Prove, de 2006. Em “Taylor Gang”, ele saudou a o selo criado por ele (de Ty Dolla $ign, entre outros) e que dá nome à música, fazendo alusão ao hit recente “Gucci Gang”, de Lil Pump (os refrães são parecidos, apesar da música de Khalifa ser seis anos mais antiga). Logo depois, puxou o hit “Black and Yellow”, causando tanto estrondo quanto os hits máximos “See You Again” e ”Young, Wild & Free” (parceria com Snoop Dogg).

Ao vivo, Khalifa soa mais poderoso, com chamas emanadas do palco, papel picado e uma banda dimensionando as batidas eletrônicas. Apesar de ter pouca ligação com ícones recentes, como o Migos, Khalifa consegue se posicionar de forma ainda atual, com o trap tomando conta da fatia mais pop do hip-hop. Ou, pelo menos, ter hits do tamanho de “Young, Wild & Free”, capazes de colocar uma plateia de milhares a cantar.

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