Motown completa 50 anos

Gravadora norte-americana se tornou símbolo da soul music e do R&B, com artistas como Marvin Gaye, The Supremes e Stevie Wonder

Da redação Publicado em 12/01/2009, às 12h40

A gravadora Motown completa nesta segunda-feira, 12, 50 anos de existência. O selo, um dos mais celebrados no mundo, tornou-se símbolo da soul music e do R&B e uma fábrica de hits. "Superstition", de Stevie Wonder, "I Heard It Through the Grapevine", de Marvin Gaye, e "Stop! In the Name of Love", do trio feminino The Supremes, são apenas alguns exemplos das centenas de músicas lançadas pela gravadora que são lembradas até os dias atuais.

Berry Gordy Jr. criou a Motown com um empréstimo de US$ 800. O selo, que antes se chamava Tamla, nasceu oficialmente em 12 de janeiro de 1959. Os garotos do The Matadors (que posteriormente mudaria o nome para The Miracles) formavam o primeiro grupo a assinar com a gravadora. Smokey Robinson, que fazia parte do quarteto, está com a Motown até hoje.

Entre 1962 e 1971, os artistas da Motown emplacaram mais de 200 hits no top 40 dos Estados Unidos. A marca se tornou ainda mais memorável pelo fato de a maioria dos artistas da gravadora serem negros - e nessa época, os EUA eram marcados pelo preconceito, com estados segregados racialmente.

O nome nasceu em homenagem a Detroit, sede da gravadora. A expressão "Motor Town" (em inglês, "cidade dos motores") deu origem ao título escolhido por Berry. O empresário também se inspirou nas montadoras automobilísticas da cidade para pensar a forma de trabalho da Motown, adotando o conceito de "linha de produção".

Em 1998, a Motown foi vendida pela segunda vez, passando ao controle do grupo Universal. Dez anos antes, Gordy havia se desfeito de sua criação, passando a gravadora para a MCA.

Hoje, a chamada Motown Universal Music Group tem artistas de R&B como Erykah Badu, rappers como Lil' Wayne e Akon, e representantes da música pop, a exemplo de Lindsay Lohan.