Pleimo, serviço de streaming brasileiro, quer agradar aos artistas e chegará a Europa

Plataforma propõe uma forma de remunerar melhor os músicos, transformando os fãs em “minimecenas”

Pedro Antunes Publicado em 09/05/2014, às 17h21 - Atualizado às 17h28

Pleimo
Reprodução

“Fazer uma banda caminhar é o prazer mais supremo”, diz Dauton Janota, fundador do Pleimo, novo serviço de música via streaming disponível no Brasil. Ele garante que sua criação quer combater o maior inimigo dos músicos neste novo suspiro da indústria fonográfica: a baixa remuneração nos meios digitais.

Aniversário de 10 anos do iTunes: como Steve Jobs virou a indústria fonográfica de cabeça para baixo.

Se concorrentes como Rdio e Spotify pagam menos de US$ 0,01 por execução, a proposta do Pleimo é transformar o fã em um “minimecenas” do artista favorito. Ao pagar R$ 14,90 por mês, o usuário escolhe a “banda favorita do mês” e esta receberá 20% deste valor (R$ 3). Com sede em São Paulo e escritórios nos Estados Unidos, Japão e Inglaterra, o serviço ainda engatinha – são 286 mil usuários e 5,5 milhões de faixas disponíveis –, mas Janota afirma que Peter Gabriel e Radiohead se interessam pelo projeto e promete um crescimento em breve. “Não penso em lucro imediato”, diz.

Expansão pela Europa

Um serviço brasileiro, o Pleimo já está disponível em seis países, mas planeja uma expansão ainda maior no fim de maio. Juntamente com a realização do Rock in Rio Lisboa, entre os dias 25, 29, 30, 31 e 1º de junho, a plataforma passará a ficar disponível também em Portugal.

É o primeiro passo para a chegada ao continente europeu. Durante o festival, serão distribuídas assinaturas para o público interessado. “Queremos apresentar o Pleimo aos europeus”, diz Janota. “Não haveria oportunidade melhor do que no maior evento de música do mundo, o Rock in Rio, especialmente tendo em conta que as duas marcas tiveram origem no Brasil.” A empresa espera chegar a 1 milhão de usuários até o fim do ano.