My Chemical Romance: uma discografia comentada do início ao fim

Exatos seis anos depois do fim, banda marcou a ascensão do emo até o topo das paradas e a queda gênero

Yolanda Reis Publicado em 22/03/2019, às 17h07

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Gerard Way, ex-vocalista do My Chemical Romance (Foto: Amanda Schwab/AP)

No dia 22 de março, os emos de todo o mundo têm um bom motivo para derrubar suas lágrimas. Em 2019, completam-se seis anos desde o fim de My Chemical Romance.

Após 12 anos de história e quatro álbuns, Gerard Way, Mikey Way, Frank Iero e Ray Toro resolveram seguir caminhos separados, embora ainda trabalhem com música.

MCR foi uma banda que conseguiu criar quatro álbuns com estilos, músicas e letras completamente diferentes, passando por algo completamente sombrio a aventuras com pistolas à laser de uma distopia japonesa.

Conheça - ou relembre - os quatro álbuns da banda:

I Brought You My Bullets, You Brought me Your Love (2002)

My Chemical Romance começou trágico. O primeiro álbum fala sobre amor impossível, impulsos suicidas e mortes horríveis. As músicas são as mais hardcore da carreira da banda (Gerard Way chega a arriscar um vocal à screamo), e também algumas das mais melancólicas.

O disco conta a história de um casal apaixonado que acaba brigando, mas o mocinho faz de tudo para conquistar a mocinha. No final, ambos estão querendo se suicidar e acabam morrendo em um tiroteio e indo para o purgatório.

As faixas de destaque são “Honey, This Mirror Isn’t Big Enough for the Two of Us”, “Vampires Will Never Hurt You” e “Demoliton". 

Three Cheers for Sweet Revenge (2004)

O homem do álbum anterior acorda no purgatório apenas para descobrir que sua amada está viva. Ele só pode vê-la novamente se voltar à Terra e matar mil homens maus.

As letras seguem na linha dramática sobre desencontros amorosos e tristeza profunda - mas, desta vez, com muito mais raiva. O som deixa um pouco o hardcore e vai mais de encontro a um rock alternativo.

Foi o disco que lançou o My Chemical Romance ao estrelato. Conta com os clássicos da banda “Helena", "I’m Not Okay (I Promise)" e "The Ghost of You".

The Black Parade (2006)

Desta vez, a morte vai a um significado mais profundo. O álbum conta toda a vida de um homem doente que está morrendo de câncer, e sabe que está desaparecendo do mundo, o que o faz pensar profundamente sobre sua vida.

A música é radicalmente diferente dos discos anteriores. Mais suave, mais lírica, menos revoltada, mais calma. Foi o disco que consagrou a banda como clássico emo.

Considerados por muitos como o melhor álbum do grupo, teve cinco singles: "Welcome To The Black Parade", "Dead!", "Famous Last Words", "I Don’t Love You" e "Teenagers". Mas outras músicas de destaque do disco são “The Sharpest Lives”, "Cancer", "Mama" e "Blood".

Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys (2010)

My Chemical Romance teve uma das mudanças mais radicais em bandas com este álbum. Deixando a melancolia e todo o hardcore para lá, Danger Days só pode ser descrito como dançante.

Pela primeira vez, a morte não é o tema principal. O disco conta a história de quatro “killjoys”, personagens vividos pelos integrantes. Os meninos fazem parte de uma vendeta contra a corporação Better Living Industries. Os quatro precisam destruir a companhia, e para isso contam com a ajuda do Dr. Death Defying, que os orienta através de uma rádio pirata. Na verdade, a estética do novo álbum não estaria deslocada em um episódio de Power Rangers, nem as músicas.

Os singles foram "Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)", "The Only Hope For Me Is You", "SING", "Planetary, Go!", "Bulletproof Heart" e "The Kids From Yesterday".