O Terno une timbres vintage, covers e rock moderninho no Planeta Terra

Banda subiu ao palco Terra sob sol forte, mas conseguiu emplacar boa sequência

Pedro Antunes Publicado em 09/11/2013, às 17h16 - Atualizado em 10/11/2013, às 03h28

O Terno

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O fato de ter um único disco lançado e a barba rala, que tenta cobrir o rosto do vocalista e guitarrista Tim Bernardes indicam a pouca idade do trio que forma a banda O Terno. Já as referencias exibidas à exaustão no show do grupo no festival Planeta Terra, neste sábado, 9, vem dos tempos dos pais deles – no mínimo.

Planeta Terra 2013: veja um resumo do festival.

Os instrumentos antigos de Tim e Guilherme Peixe (baixo), principalmente, trazem um sabor vintage à sonoridade ousada do grupo. É uma gostosa união entre tropocalismo, psicodelia setentista e letras contemporâneas e moderninhas, tudo colocado em um liquidificador e despejado em doses rápidas, com canções curtas e velozes.

É o caso de “66”, canção que dá nome ao disco de estreia do grupo, que questiona a cena pop atual, em que as rádios são dominadas por canções “acéfalas”, e as referências adquiridas nos discos da década de 60.

Eles souberam usar bem o tempo no palco, pouco menos de 50 minutos, para vender bem o peixe da banda. Além de músicas do disco lançado, como “Morto”, eles mostraram composições novas, como “Papa Francisco Perdoa o Tom Zé”, criada em parceria com o tropicalista, e “Quando Estamos Todos Dormindo”, que estará presente no próximo álbum.

O trio homenageou duas ótimas parcerias da música brasileira: primeiro, Baden Powell e Vinícius de Moraes, com uma versão roqueira de “Canto de Ossanha”; por fim, “O Trem Azul”, de Milton Nascimento e Lô Borges. Todas com muita identidade própria. Afinal, eles até podem ser novinhos, mas vêm mostrando que sabem bem onde estão pisando.

Leia abaixo nossa cobertura completa do Planeta Terra 2013.