Orlando comprará a casa noturna Pulse para criar memorial

A cidade da Flórida vai “honrar a memória das vítimas que morreram e se feriram e o local será como um testamento à resiliência da nossa comunidade”

Rolling Stone EUA Publicado em 10/11/2016, às 15h02 - Atualizado às 15h04

Tim Kaine, Gabby Giffords e Mark Kelly visitam um memorial no local da Pulse.
AP

A cidade de Orlando anunciou que planeja comprar a casa noturna Pulse, local onde aconteceu um dos piores massacres a mão armada na história dos Estados Unidos. A ideia é transformar o lugar em um memorial às 49 pessoas que morreram no ataque.

Buddy Dyer, prefeito de Orlando, confirmou ao jornal Orlando Sentinel que a cidade concordou em comprar a propriedade por US$ 2.25 milhões. Ele espera criar algo que possa “honrar a memória das vítimas que morreram e se feriram e o local será como um testamento à resiliência da nossa comunidade”.

O município, que já é um destino turístico movimentado graças à presença de parques temáticos como Disney World e Universal Studios, viu crescer o número de pessoas que visitam a região do Pulse desde o ataque terrorista contra a comunidade LGBT, que aconteceu em junho deste ano. “Há muitas pessoas que visitam o local como parte de sua viagem, parte de sua experiência em Orlando, então eu acredito que 12 a 18 meses deixando como está seriam apropriados”, Dyer disse. A casa Pulse foi mantida vazia desde o tiroteio de 12 de junho.

Em agosto, os donos da Pulse anunciaram nas redes sociais que iriam transformar a casa noturna em um memorial. No entanto, um representante dos donos fez uma retratação e disse que não havia planos de reabrir a Pulse como um memorial. Um mês depois, a cidade removeu a grade de metal que cercava a casa noturna e a substituiu com uma nova barreira que permitia aos artistas relembrar aqueles mortos no tiroteio.

Outra questão que preocupava os oficiais da cidade era a segurança do local, que permaneceu como propriedade privada após o ataque. “Agora, nós podemos fazer a segurança como faríamos de qualquer outra propriedade da cidade”, Dyer concluiu.