Disco póstumo de Michael Jackson foi criado para “ganhar dinheiro”, diz Quincy Jones

“Isso não tem mais nada a ver comigo”, completou o produtor dos álbuns Off the Wall,Thriller e Bad

Rolling Stone EUA Publicado em 21/05/2014, às 17h13 - Atualizado em 22/05/2014, às 13h48

Michael Jackson - Xscape
Divulgação

Quincy Jones não ficou muito entusiasmado com Xscape, compilação póstuma de Michael Jackson lançada por L.A. Reid recentemente. “Eles estão tentando ganhar dinheiro e eu entendo isso”, disse ele à CBC Radio. “Todo mundo está atrás de dinheiro, o espólio dele, os advogados. Tudo gira em torno do dinheiro.” Apesar da opinião contundente, o produtor responsável pelos discos mais vendidos do Rei do Pop (Off the Wall,Thriller e Bad) acrescentou: “Isso não tem mais nada a ver comigo”.

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Em outro momento da entrevista, Jones responde bem humorado sobre o que aprendeu ao trabalhar nos três discos que mudaram a carreira de MJ. “O que eu aprendi com o Michael?”, diz ele. “Eu não quero cantar e dançar. Eu não perguntei nada para ele. Nós dissemos a ele quais músicas ele deveria cantar. Um produtor deve fazer isso.”

As faixas de Xscape foram encontradas nos arquivos de Jackson e transformadas por Reid. Ele então encarregou vários produtores, entre eles Timbaland, Rodney Jerkins, Jerome “Jroc” Harmon, para deixá-las “contemporâneas”. O primeiro single, “Love Never Felt So Good”, por exemplo, vem de sessões de Jackson com o cantor e compositor Paul Anka, gravadas em 1983, com a adição da participação de Justin Timberlake e uma batida moderna. O disco também saiu com uma edição de luxo na qual é possível ouvir as músicas originais.

Em 25 de junho de 2009, o mundo perdeu a maior estrela pop que já existiu: Michael Jackson. Relembre a trajetória do astro, dos tempos de Jackson 5 aos ensaios para a temporada de shows This Is It, em grandes reportagens da Rolling Stone.

Xscape não foi o sucesso que a gravadora esperava, contudo. Ele entrou em segundo lugar na parada de discos mais vendidos nos Estados Unidos, atrás de Turn Blue, do Black Keys. Na primeira semana, o álbum vendeu 156 mil cópias, cerca de 7 mil atrás o trabalho do blues rock da dupla de Ohio.

Ouça “Love Never Felt So Good” abaixo: