Pink Floyd acusa Pandora de “enganar artistas” e a empresa de streaming responde

A companhia afirma que os músicos receberam “informações terrivelmente deturpadas"

Rolling Stone EUA Publicado em 27/06/2013, às 10h29 - Atualizado às 19h17

Roger Waters fez uma performance inesquecível no último domingo, 1.
Thais Azevedo

O serviço de streaming Pandora rebateu as acusações do Pink Floyd de que a empresa está “enganando os artistas para que eles apoiem um corte no recebimento de royalties”. A companhia afirma que os músicos receberam “informações terrivelmente deturpadas”. Em um comunicado publicado pelo Business Insider, o serviço destacou que há uma campanha em larga escala sendo disseminada para “desinformar e agitar os artistas”.

Os três membros vivos do Pink Floyd acusaram o Pandora de buscar diminuir o pagamento que os artistas recebem por músicas tocadas na rádio digital em 85% - ano passado, um plano parecido tentou ser implementando e não deu certo, parcialmente graças a uma carta assinada por mais de 125 artistas, incluindo Pink Floyd, Billy Joel e Rihanna. Enquanto o Pink Floyd acusa o Pandora de "enganar artistas para que eles assinem uma petição confusa, sem explicar o que exatamente eles estão apoiando", o serviço de streaming garante que esse número, 85%, está incorreto, afirmando que o Pandora paga mais aos compositores e performers do que os serviços que concorrem com ele. Não está claro de onde o tirou esses 85%.

O Pink Floyd tem tido uma relação complicada com o novo cenário digital da música. Apesar de a banda ter feito um acordo, recentemente, para que o catálogo do grupo ficasse disponível para streaming no Spotify, eles demoraram anos para concordar com isso. O selo deles, a EMI, já tinha assinado um acordo com o serviço de streaming em 2011, mas sem os direitos às músicas do Floyd. O grupo também processou a EMI em 2010 por permitir download de músicas avulsas no iTunes, em vez de exigir que os discos da banda fossem baixados na íntegra.