Rock in Rio 2017: The Who faz público vibrar com show impecável no festival

Pete Townshend e Roger Daltrey, únicos membros da formação original, não deixaram faltar energia e clássicos em show deste sábado, 23

Anna Mota, do Rio de Janeiro Publicado em 24/09/2017, às 01h51 - Atualizado às 11h10

The Who no Rock in Rio

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O sentimento foi de que a noite era dedicada a dois headliners. Apesar de o Guns N’ Roses ter sido escalado para fechar o sexto dia de Rock in Rio, a ordem pouco importou. Ocorrendo dois dias após a primeira apresentação em solo brasileiro — no festival São Paulo Trip —, a estreia do The Who no Rio de Janeiro veio com a força necessária para tornar este 23 de setembro inesquecível.

O guitarrista Pete Townshend (72 anos) deu o tom vigoroso do show logo nos primeiros minutos. Após o aviso no telão “mantenha a calma, aí vem o The Who”, ele surgiu clamando “essa é a porra do Rock in Rio!”, antes de dar início a “Can’t Explain”.

A performance seguiu energética. Quando o vocalista Roger Daltrey (73 anos) deu início a “Who Are You?”, o público vibrou e mostrou que estava completamente conectado ao palco.

Acompanhados por Simon Townshend, (irmão de Pete, na guitarra e bandolim), Jon Button (baixo), Zak Starkey (filho de Ringo Starr, na bateria), Loren Gold (teclados), John Corey (teclados) e Frank Simes (direção musical, teclados e instrumentos diversos), os dois membros da formação original continuaram com “The Kids Are Alright” e “I Can See For Miles”.

Antes de “My Generation”, Townshend comentou: “Muita gente aqui não era nem nascida quando essa música foi escrita”. Mas é claro que isso pouco importou. O hino que atravessa gerações foi outro destaque da apresentação, que seguiu com “Bargain” e “Behind Blue Eyes”, que rendeu um dos coros mais bonitos do Rock in Rio 2017.

Daltrey mostrou impressionante poderio vocal durante todo o show; em “Love Reign O’ Me” o público parecia hipnotizado. O poderoso set list ainda contou com “Pinball Wizard”, “See Me Feel Me”, “Baba O’Riley” e “Won’t Get Fooled Again”. Um momento que valeu a espera do público fluminense — e brasileiro.