Russell Crowe vem ao Brasil para divulgar Noé

Pelo Twitter, ator anunciou a novidade e ainda fez campanha para convencer o Papa a assistir ao seu novo filme

Redação/Rolling Stone EUA Publicado em 26/02/2014, às 19h04 - Atualizado às 22h46

Noé
Reprodução

Russell Crowe (Gladiador, Os Miseráveis), protagonista do filme Noé, que estreia no Brasil no dia 4 de abril, anunciou no Twitter que vem ao Brasil para divulgar o longa. “Minha agenda me impede de acompanhar o diretor e o elenco de Noé no México. Chato. Porém, acabei de ficar sabendo que vou ao Brasil!”, ele escreveu em sua conta na rede social.

Papa Francisco está na capa da edição de fevereiro da Rolling Stone Brasil.

Russell pode ter acabado de saber, mas a Paramount do Brasil já confirma a informação. Ele virá ao Rio de Janeiro para a pré-estreia do filme, em março. O épico bíblico sobre o dilúvio tem direção de Darren Aronofsky (Cisne Negro). Veja abaixo o tuíte de Russell:

Russell Crowe também armou uma projeção do seu filme Noé para alguém que entende muito bem do assunto: o Papa Francisco. “A mensagem do filme é poderosa, fascinante, ressonante”, tuitou Crowe, ainda que o Vaticano não tenha respondido.

O ator pediu que seus seguidores ajudem com retuítes na divulgação do pedido. Depois, se desculpou com o Papa por causar um alvoroço na rede social dele. Ele acrescentou: “Santo Pontífice, seria meu maior prazer levar o filme de Darren Aronofsky à sua tela. Que isso possa acontecer, Inshallah” (“Inshallah” é uma palavra árabe que significa “amém").

A reedição da clássica lenda bíblica do dilúvio e da arca de Nóe feia por Darren Aronofsky estreia nos Estados Unidos no dia 28 de março, e segue para a Itália duas semanas depois – apesar de que concordamos que se o Papa Francisco aceitar assistir ao filme, ele provavelmente vai ganhar uma cópia antes da estreia.

Não há precedentes de um filme sendo exibido no Vaticano depois da chegada do novo Papa. Como aponta o site da revista The Hollywood Reporter, quando foi questionado se o Papa veria Philomena (filme indicado ao Oscar que envolve a Igreja colocando o filho de uma mãe solteira para adoção sem que ela soubesse), um assessor disse que o Papa Francisco não assiste à filmes. Em entrevista no ano passado, entretanto, ele expressou seu amor por filmes de clássicos diretores italianos, como Federico Fellini e Roberto Rossellini.

O apoio do Papa poderia ser um grande impulso para o filme, que já sofre com as reações de grupos cristãos que alegam que ele não é fiel à histórica bíblica original. Mas a Paramount, distribuidora do filme, não parece abalada, alegando que mais de 4 a cada cinco frequentadores de cinema religiosos estão interessados em ver Noé.

Em entrevista recente à Rolling Stone EUA, Aronofsky se pronunciou sobre esses acontecimentos, dizendo que Noé é uma adaptação fiel da história bíblica original, por mais que alguma dramatização seja necessária para transformar o conto de quatro capítulos em um filme de duas horas.

“Nós tentamos continuar fiéis aos temas e ideias que estão escritos, porém, dramatizando para o público do século 21”, ele disse. “Acho que as pessoas que acreditam nisso verão as ideias e valores que esperam ver representados no filme, e acho que quem não acredita, ou vem de tradições diferentes, vai ficar animado, porque não é a Bíblia da sua avó. É algo novo, é algo grande e é algo diferente”.