Caminhos estreia no SescTV

"É uma série sobre nossa vontade de crescer", conta a diretora Heloísa Passos sobre o programa, que retrata os percursos e obstáculos enfrentados por pessoas comuns em busca de conhecimento

Murilo Basso Publicado em 17/03/2012, às 11h32 - Atualizado às 12h15

Caminhos
Divulgação

A série Caminhos, que estreia neste domingo, 18, às 19h, no SescTV, retrata os percursos e obstáculos enfrentados por pessoas comuns em busca de conhecimento. Formado por 13 episódios e gravado em 12 estados brasileiros, o programa acompanha a rotina diária de cada um dos personagens. E o começo de tudo foi a escola. “Em 2005 dirigi um telefilme chamado Caminho da Escola Paraná. Ele se passa inteiramente na sala de aula. Depois dele, eu quis retratar o caminho para a sala de aula”, conta a diretora Heloísa Passos.

A partir daí, Heloísa amadureceu a ideia: o projeto cresceu e a intenção passou a ser retratar diversas histórias, espalhadas por todo país. “Com o tempo, consegui perceber que a série não é apenas baseada em longos percursos, e que estaríamos filmando algo contemplativo, com imagens auxiliando na narrativa”, ela explica.

Ao todo, o processo de pesquisa e produção durou dois anos. As filmagens foram dividas por regiões – episódios em estados relativamente próximos, como Acre e Amazonas, foram construídos simultaneamente. Além de Heloísa, Kátia Lund e Marília Rocha também dirigiram alguns episódios.

As imagens são a grande força de Caminhos. A proposta é contar a história acreditando no que foi filmado, com as cenas, muitas vezes, assumindo o papel dos diálogos. “Respeitamos muito o tempo da vida das pessoas. O cotidiano delas é preservado.”

Heloísa afirma que o grande mérito da série é ter encontrado um meio termo entre percursos geograficamente interessantes e histórias de pessoas cativantes. A diretora reforça que todo o trabalho foi realizado em conjunto com os personagens, sejam eles crianças, jovens ou adultos, e que o mais importante foi encontrar pessoas que acreditassem em seus percursos. “O diálogo que eles têm é algo natural, são eles que estão vivenciando as situações naquela casa, ou naquele jardim, naquele campo. Nós respeitamos isso, e a série acredita nessa força cinematográfica, nessa força humana das pessoas se revelando para a câmera.”

Para a diretora, cada história retratada revela uma particularidade de um país tão diversificado cultural e geograficamente como o Brasil. E quem assiste acabará se tornando cúmplice dessas trajetórias, não distinguindo mais em qual estado cada uma delas aconteceu. “Tive uma relação muito forte fazendo essas histórias, as escolhas foram muito acertadas. Claro que houve caminhos mais longos, outros mais curtos, e o Brasil é tão intenso. Vai ser uma grande descoberta – de como somos todos iguais. É uma série sobre nossa vontade de crescer.”

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