TIFF 2013: Daniel Radcliffe testa amizade entre sexos opostos em The F Word

Astro da série Harry Potter estrela comédia romântica ao lado de Zoe Kazan

Paulo Gadioli, de Toronto Publicado em 11/09/2013, às 12h08 - Atualizado às 12h13

The F Word
Divulgação

Procurando distanciar-se da imagem de bruxo prodígio, Daniel Radcliffe apostou em alguns papéis inusitados no cinema, como o garoto com chifres de Horns ou o poeta Allen Ginsberg em Kill Your Darlings, ambos ainda inéditos nos cinemas brasileiros. The F Word, porém, mostra o britânico interpretando um personagem mais tradicional, um jovem idealista presente em tantas outras comédias românticas.

Embora tudo pareça um pouco familiar, o filme dirigido por Michael Dowse, de Goon e FuBar, convence pelo charme de seu roteiro, que evita soluções óbvias, e pela entrega dos atores. Radcliffe é acompanhado por bons nomes em ascensão como Zoe Kazan, de Ruby Sparks, e Adam Driver, conhecido pela série Girls.

O longa, exibido no Festival de Toronto, mostra Wallace (Radcliffe) conhecendo Chantry (Zoe) em uma festa. À sua própria e diferente maneira, os dois se entendem e conversam bastante. Tudo vai bem até que, já encantado pela garota, ele descobre que ela tem um namorado. A questão, então, ecoa na cabeça de ambos. Conseguiriam eles ser apenas amigos?

Wallace aceita o desafio e, nos dias seguintes, passa a conviver com Chantry cada vez mais. As propostas que cercam a situação tiram o roteiro do lugar comum, quando, por exemplo, o amigo é convidado a conhecer o namorado e este tenta fazer o meio termo entre homem perfeito e companheiro ciumento.

Normalmente, comédias românticas mais preguiçosas apostariam no caminho fácil de mostrar que o namorado é, na realidade, um idiota, não merecedor, abrindo caminho para o herói da trama. Em The F Word, a lógica é invertida, conferindo ainda mais verossimilhança e drama ao filme. Ao ver seu relacionamento em perigo, Ben, o homem ideal, age de acordo.

Por vezes The F Word ameaça entrar na área em que tantas outras comédias indie se perdem, uma incessante busca de se provar inteligente com frases de efeito ou diálogos supostamente profundos e espertos. No entanto, o diretor consegue atingir um balanço e criar um filme harmonioso, repleto de piadas e momentos emocionantes, trazendo vida nova ao gênero.

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