Caso Richthofen: Como Carla Diaz lidou com interpretar Suzane em A Menina que Matou os Pais?

Carla Diaz, estrela de A Menina que Matou os Pais, explicou como foi o processo de construção da personagem Suzane von Richthofen

Redação Publicado em 24/09/2021, às 16h58

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Carla Diaz como Suzane von Richthofen em filmes sobre Richthofen (Foto: Reprodução / Youtube)

A atriz e apresentadora brasileira Carla Diaz se tornou conhecida, primeiro com o papel em Chiquititas (1998) e O Clone (2001), depois como Carine na novela A Força do Querer (2017) e, claro, como uma das integrantes do polêmico Big Brother Brasil 2021. Agora, protagoniza dois filmes de perspectivas diferentes, mas que fazem parte da mesma história: A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais, os quais contam o caso de Suzane von Richthofen, a jovem que planejou o assassinato dos pais em 2002.

Suzane von Richthofen tramou e participou dos assassinatos dos próprios pais, Manfred e Marisia von Richthofen, em 2002. O namorado da jovem na época, Daniel Cravinhos, e o irmão dele Cristian, executaram o crime. A pena foi de quase 40 anos de prisão, mas o caso teve muita cobertura da mídia e chamou atenção de milhões de brasileiros. Por isso, é comentado até a atualidade e se tornou objeto para projetos cinematográficos.

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Como contou em entrevista à revista Marie Claire,Carla Diaz lembra do crime, tinha 12 anos quando a repercussão nacional começou e se perguntava "por que uma filha faria algo assim com os próprios pais?" Hoje, aos 30 anos, precisou encarar o desafio de interpretar Richthofen: "Sabíamos da responsabilidade de contar um caso real, se tratando de um crime, provavelmente o mais falado e estarrecedor do Brasil, que até hoje é muito comentado. Pela primeira vez em 29 anos de carreira estou interpretando uma personagem real, e parte de um caso tão chocante quanto esse.”

Sobre o processo de filmagens, é necessário deixar claro como ninguém do elenco ou equipe teve contato com von Richthofen e nenhum envolvido no crime tem participação na produção. Diaz precisou entender a personagem de outras maneiras, como lendo reportagens da época e revisitando o processo judicial, pois a "preparação e concentração foram essenciais."

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O diretor dos dois filmes, Mauricio Eça também conversou com a Marie Claire em março de 2021 e revelou como Diaz era focada no set de filmagens. Apesar disso, a atriz deixou claro como "não costuma levar o personagem para casa," apesar de se concentrar muito em frente às câmeras. "Precisa saber o momento de concentração e ter o momento de pausa porque é um trabalho que exige muito fisicamente e mentalmente."

Na opinião de Diaz, o propósito dos filmes é simplesmente contar a história e causar uma reflexão no público sobre os motivos de Richthofen e o que existe além da tragédia — dito isso, deixou claro como não buscou empatia pela personagem. "A gente teve que se distanciar do nosso julgamento pessoal para poder interpretar com veracidade, e esse processo é intenso.” A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais estrearam no Amazon Prime Video nesta sexta, 24 de setembro.

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