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Música / Entrevista

Beetlejuice: Thais Piza diz precisar se "controlar para não rir" durante musical

Atriz e cantora volta aos palcos ao lado de Eduardo Sterblitch e grande elenco em montagem paulista de musical adaptado da obra de Tim Burton: "é tirar sarro de si mesmo"

Eduardo Sterblitch e Thais Piza nos bastidores de 'Beetlejuice, O Musical' (Acervo pessoal)
Eduardo Sterblitch e Thais Piza nos bastidores de 'Beetlejuice, O Musical' (Acervo pessoal)

Thais Piza está de volta aos palcos - e novamente à frente de um musical celebrado. Após brilhar como Vivian Ward na montagem de Uma Linda Mulher, a cantora e atriz agora dá vida a Barbara em Beetlejuice, O Musical, que estreou em São Paulo no último dia 21.

Adaptação brasileira da montagem do espetáculo da Broadway, Beetlejuice, O Musical chega a São Paulo após uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro. Por aqui, mantém parte da estrutura e do elenco, notadamente Eduardo Sterblitch no papel-título. Com direção de Tadeu Aguiar e produção geral de Renata Borges Pimenta, a peça vem arrancando elogios pelo humor bem brasileiro com que adapta a história clássica do filme de Tim Burton: "A peça foi totalmente adaptada para o público brasileiro, a gente brinca com sotaques, piadas ja conhecidas, nomes, pessoas e situações."

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Thais Piza em 'Beetlejuice, O Musical' (Rafa Marques/Blog do Arcanjo)

"Diferente de um musical que vem, como a gente brinca, 'enlatado', nesse deu pra adaptar tudo. Juntou a genialidade do Edu [Sterblitch], com a genialidade do Tadeu [Aguiar] e um time onde temos atores incríveis, como meu parceiro de cena, Marcelo Laham - acerto! Gol! Gol do Brasil… Recorde de bilheteria."

Para Thais, o convite para integrar o elenco da montagem paulsita veio como um bem-vindo desafio, materializado em menos de um mês de preparo para subir ao palco como Barbara - personagem imortalizada por Geena Davis na adaptação cinematográfica de 1988.

"Foi uma felicidade num mix de loucura aceitar o convite pra viver a Barbara aqui em São Paulo porque a peça veio pronta, ou seja, eu tive uma semana pra aprender o que o elenco construiu em dois meses", conta a atriz.
Thais Piza em 'Beetlejuice, O Musical' (Rafa Marques/Blog do Arcanjo)

Sua personagem é parte de um casal recém-falecido, que se torna um fantasma preso a sua antiga casa. Com a chegada de novos moradores, ela e o marido (Adam, interpretado por Marcelo Laham) devem aprender como assustar os novos inquilidos - e o fazem justamente com Beetlejuice. À Rolling Stone Brasil, Piza admite ter de segurar o riso em alguns momentos - notadamente em cenas com o Beetlejuice de Eduardo Sterblitch e de João Telles, que tem mais liberdade em cena:

"As piadas ácidas ficam mais nas costas do Edu e do João, que é o alternante de Beetlejuice. Nós seguimos mais o texto, porque nós 'não enxergamos' a plateia como o Beetlejuice. E cara, comédia é isso, é tirar sarro de si mesmo, é o riso a qualquer custo."

Beetlejuice, O Musical, tem produção da Touché Entretenimento,um elenco de 26 pessoas e mais de 100 profisisonais envolvidos na produção. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Liberdade em São Paulo até o dia 21 de abril. Os ingressos estão à venda pela Sympla.

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Leia abaixo a entrevista completa com Thais Piza

Rolling Stone Brasil: Você se aproxima de Beetlejuice após uma elogiada temporada em Uma Linda Mulher. Como surgiu a oportunidade e quanto tempo teve para se preparar entre os dois trabalhos?
Thais Piza: Eu recebi o convite da Renata Borges menos de um mês após o término de Uma Linda Mulher e faltando mais ou menos um mês e meio pra estreia paulista. Eu sou extremamente grata por ter dado vida a Vivian no Brasil e acredito que tenha sim sido um divisor de águas na minha carreira, mas desde que eu soube que Beetlejuice vinha pro Brasil eu surtei. Eu assisti a peça em Nova York e fiquei extasiada. Foi uma felicidade num mix de loucura aceitar o convite pra viver a Barbara aqui em São Paulo porque a peça veio pronta, ou seja, eu tive uma semana pra aprender o que o elenco construiu em dois meses. Mas esse elenco é tão generoso, tão parceiro, o Tadeu Aguiar é um diretor tão incrível também, que juntando tudo acabou ficando fácil, na medida do possível [risos]... Agora estou me divertindo demais em cena. Comento sempre que foi meu sim mais certeiro.

Rolling Stone Brasil: No espetáculo, você interpreta Barbara, um papel famoso na interpretação de Geena Davis. Que características você traz para o papel e de que formas essa interpretação tão popular do cinema a influencia?
Thais Piza: Assim como falou-se muito de Julia Roberts em Uma Linda Mulher, agora fala-se de Geena Davis. E a resposta é bem parecida, porém diferente: Beetlejuice é uma super comédia! O Edu [Sterblitch] é um gênio com quem aprendo todos os dias, virou um amigo mto querido e como ele mesmo disse “Se Wicked é a Juliette dos musicais nós somos o Gil do Vigor”. A peça foi totalmente adaptada para o público brasileiro, a gente brinca com sotaques, piadas ja conhecidas, nomes, pessoas e situações. O ponto de partida, assim como em Uma Linda Mulher, sempre será o filme seguido da adaptação da Broadway, mas então entra o dendê, a brasilidade. Como eu dizia: Eu não sou a Julia Roberts, mas fiz a minha Vivian. E repito: não sou a Geena Davis, mas estou fazendo a minha Barbara.

Thais Piza como Barbara em 'Beetlejuice, O Musical' (Andy Santana)

Rolling Stone Brasil: Já que falou do dendê, das influências nacionais, há espaço para trazer alguma referência ou inspiração da nossa dramaturgia em um roteiro tão rígido quanto o de um musical? Você considerou algum para a montagem de seu papel?
Thais Piza: Eu considerei uma amiga que tem as características da Barbara [risos]. Gosto sempre, na construção da personagem, de imaginar quem ela poderia ser na vida real. E sim! Sim demais! Tem muita referência de coisas brasileiras. Diferente de um musical que vem, como a gente brinca, “enlatado”, tipo um Les Mis ou um Fantasma da Ópera da vida, nesse deu pra adaptar tudo. Juntou a genialidade do Edu, com a genialidade do Tadeu e um time onde temos atores incríveis, como meu parceiro de cena, Marcelo Laham - acerto! Gol! Gol do Brasil… Recorde de bilheteria.

Rolling Stone Brasil: Beetlejuice navega por um universo lúdico ao mesmo tempo que experimenta de certa liberdade, especialmente no uso de um humor ácido. Como essa montagem musical explora estes aspectos?
Thais Piza: Eu amo fazer comédia. Amo Tim Burton. Junta tudo, mistura, coloca Brasil, um elenco de feras, uma direção primorosa, dá em sucesso. As piadas ácidas ficam mais nas costas do Edu e do João, que é o alternante de Beetlejuice. Nós seguimos mais o texto, porque nós “não enxergamos” a plateia como o Beetlejuice. E cara, comédia é isso, é tirar sarro de si mesmo, é o riso a qualquer custo. Nossa peça é aquela que você deixa os seus problemas em casa e vem pro teatro com um único intuito, que é se divertir.

Rolling Stone Brasil: Como tem sido sua experiência com o elenco?
Thais Piza: Vou ser breve: Acho que, até hoje, esse elenco está no “top 3 melhores elencos” com os quais já trabalhei. É muita risada, muito carinho, muita farra e muito muito muito profissionalismo. É uma aula diferente a cada sessão.

Eduardo Sterblitch e Thais Piza nos bastidores de 'Beetlejuice, O Musical' (Acervo pessoal)

Rolling Stone Brasil: Alguma cena favorita ou surpreendente que queira destacar?
Thais Piza: Tenho duas! Tem uma cena onde eu preciso sempre me controlar para não rir, que é do Edu comigo e Laham no sótão, do Beetlejuice ensinando os dois fantasmas bobões a assustar. E a outra é nosso dueto chamado “Barbara 2.0” - onde a minha personagem “larga mão de ser tonta” e acompanhado disso canta uma música no melhor estilo Broadway com notas agudíssimas - obrigada Rafael Villar, meu professor de canto. Espero desde o início com ansiedade pra fazer esse número delicia.