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O arrependimento ligado a Jimi Hendrix do qual Jimmy Page não se perdoa

Guitarrista do Led Zeppelin era um grande fã do gigante colega de instrumento, falecido aos 27 anos de idade em setembro de 1970

Jimmy Page (Foto: Getty Images)
Jimmy Page (Foto: Getty Images)

A década de 1960 ofereceu ao mundo alguns dos maiores guitarristas do rock, em um caminho que seria devidamente pavimentado até os anos 1970. Jeff Beck, Eric Clapton e Peter Green são apenas alguns dos diversos nomes que fizeram história no período, mas é praticamente consenso que o gigante daquele período - e talvez o nome mais importante da história do instrumento - era JimiHendrix.

Falecido em setembro de 1970, aos 27 anos, Hendrix promoveu uma verdadeira revolução na guitarra. Mostrou ao mundo formas novas de se tocar, configurar e até mesmo portar o instrumento de seis cordas, além de idealizar modos diferentes de se utilizar e regular equipamentos e efeitos sonoros.

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Outro gênio com carreira musical iniciada nos anos 1960, Jimmy Page sempre admirou seu colega de instrumento. Notório por ter liderado oLed Zeppelin, o músico certamente aprendeu muito com as inovações promovidas por Jimi Hendrix, não apenas na guitarra, como também na parte de equipamentos - Page, vale lembrar, foi o produtor de todos os álbuns do Zeppelin.

Ainda assim, não foi possível para Page ter o prazer de assistir a Hendrix em ação ao vivo. Este é um de seus grandes arrependimentos, conforme o próprio expressou em entrevista ao livro Luz e sombra(via CheatSheet).

Jimmy Page, Jimi Hendrix e a correria

Por outro lado, não dá para criticar Jimmy Page pelos motivos que o impediram de prestigiar Jimi Hendrix ao vivo. No início do Led Zeppelin, o guitarrista estava tão focado em desenvolver a banda para se tornar uma das maiores do mundo - título que logo seria conquistado na década de 1970 - que nunca dava tempo de assistir a shows de seus contemporâneos.

“Nos primeiros dois anos de qualquer banda, você apenas trabalha sem parar. Se você quer causar impacto, é isso que você tem que fazer. Nós não éramos diferentes. Na verdade, provavelmente trabalhamos sem parar por três anos seguidos.”

Dessa forma, naturalmente, Page sempre pensava que dava para ver Hendrix em ação numa outra ocasião. O problema é que a carreira do colega foi muito curta, já que ele nos deixou com apenas 27 anos de idade.

“Toda vez que eu voltava de turnê e Hendrix estava tocando em algum lugar, eu sempre dizia para mim mesmo: ‘oh, estou tão exausto, vou vê-lo na próxima vez’. Eu sempre ‘empurrava’ para frente e, como você sabe, nunca houve uma próxima vez. Ficou muito, muito chateado comigo mesmo por nunca tê-lo visto. Eu realmente queria ouvi-lo.”

Os primeiros anos do Led Zeppelin

O Led Zeppelin foi criado em meados de 1968, ainda como The New Yardbirds. A ocasião para a fundação do projeto era cumprir shows na Escandinávia anteriormente marcados para o The Yardbirds, banda que Jimmy Page integrava até então e que havia se dissolvido no início daquele ano.

Para compor o novo projeto, Page chamou o baixista Chris Dreja, a quem já conhecia, pois ambos faziam parte da banda recém-acabada. Surgiu, então, a possibilidade de trazer dois músicos da chamada Band of Joy: o vocalista Robert Plant e o baterista John Bonham.Dreja não permaneceu, pois quis seguir carreira como fotógrafo, o que abriu espaço para John Paul Jones - outro velho conhecido de Jimmy, visto que os dois eram músicos de estúdio.

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Os shows na Escandinávia aconteceram em setembro de 1968. Entre o mesmo mês e o seguinte, a banda retornou a Londres para gravar seu primeiro álbum, homônimo, lançado em 12 de janeiro de 1969 nos Estados Unidos - país pelo qual já haviam excursionando no fim de 1968 - e dois meses depois no Reino Unido. Os três discos seguintes saíram praticamente enfileirados, em 1969, 1970 e 1971.

Em meio às sessões de gravação, muitos shows foram realizados. E vale lembrar: em tempos sem tanto avanço tecnológico e onde turnês não eram exatamente um negócio tão grande como hoje, locomover-se entre países com quilos de equipamento era um desafio que consumia muitas horas. Ainda assim, estima-se que o grupo tenha feito mais de 150 apresentações só no ano de 1969. Eram incansáveis, mas o esforço logo se pagou.