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Sons Da Rua: Festival voltado à cultura Hip Hop entrega o prometido em sua 6º edição

Foram 10 horas de atrações incluindo shows, batalhas de rimas e uma quadra disponível para jogo de basquete 3X3

Ana Paula Nunes Publicado em 11/10/2022, às 18h00 - Atualizado às 20h10

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Djonga (Foto: @RafaelStrabelli)
Djonga (Foto: @RafaelStrabelli)

Uma quadra de basquete 3X3 e um palco para batalhas de rimas com um mini hamp ao centro. Essas foram algumas das atividades que o público presente na 6º edição do festival Sons da Rua pode usufruir durante os intervalos dos shows no palco principal.

Os portões abriram pontualmente às 12h, assim como as atrações que subiram ao palco nos horários programados pela produção do festival. Quem abriu o palco principal foi o rapper BK, que a cada ano vem se tornando destaque entre os nomes do rap nacional. No repertório canções como "Universo", do último álbum O Líder em Movimento, lançado em 2020.

Rapper BK
Rapper BK (Foto: @RafaelStrabelli)

Pontualmente às 16h10 o cantor Djonga abriu sua apresentação. A canção escolhida foi "O Cara de Óculos", a primeira faixa do disco Histórias da Minha Vida, de 2020. O mineiro contou com um público fiel cantando fervorosamente cada canção. Já em "Olho de Tigre", single de 2017, o cantor pediu para o público abrir a roda e o mesmo desceu do palco para organizar.

Já a atração seguinte, Tasha e Tracie, ganhou destaque e grande notoriedade já na primeira canção ao abrir o show com "Pretas na Rua". As gêmeas da Zona Norte de São Paulo foram reverenciadas pela plateia a cada canção. O último single "Willy" estava na ponta da língua do público presente. As cantoras são uma das grandes apostas no mercado do rap nacional.

Tasha e Tracie
Tasha e Tracie (Foto: @RafaelStrabelli)

Já tinha caído a noite quando Black Alien subiu ao palco e abriu sua apresentação com "Área 51" do disco Abaixo de Zero: Hello Hell (2019). O rapper seguiu a apresentação com poucas palavras entre as músicas, sem falas e discursos. Somente antes de cantar "Pique Peaky Blinders" o cantor se posicionou politicamente.

Black Alian
Black Alian (Foto: @RafaelStrabelli)

+++LEIA MAIS: Black Alien, que comemora dez anos do clássico Babylon by Gus, vê evolução no rap nacional

Quem fechou o festival foi o carioca Filipe Ret. O artista iniciou a carreira em 2003, mas somente quase dez anos depois ganhou destaque no cenário da música com "Neurótico de Guerra", do álbum Vivaz (2012), tudo isso porque o músico meteu as caras lançando seu próprio selo. Em apenas 48 horas de lançamento o disco teve mais de 7 mil downloads.

No setlist não faltaram as canções “F*F*M*" (2021) que recentemente entrou no top 50 virais mundiais do Spotify e "Good Vibe" single lançado neste ano, sendo a canção mais aguardada pelo público presente. Todos os shows contaram com intérpretes em libras, fortalecendo a inclusão do deficiente auditivo em apresentações culturais.

Filipe Ret
Filipe Ret (Foto:  @RafaelStrabelli)

++LEIA MAIS: Filipe Ret lança sexto álbum: 'Trap é a evolução do rap' [ENTREVISTA]

O Sons da Rua ainda espera que esta última edição passe cerca de 30 mil pessoas no Memorial da América Latina, isso porque o evento se estende até o dia 12 de outubro com a exposição “O Som que vem da Rua é Arte'', com entrada gratuita.

Juliano Libman e Luiz Restiffe, criadores do Sons da Rua, tiveram a iniciativa de fazer o evento devido ao grande número de festivais, porém com poucas ações voltadas à cultura Hip Hop, o que despertou a criatividade dos sócios. O mesmo foi idealizado para se tornar uma plataforma da Cultura Hip Hop.

Atualmente o Sons da Rua é considerado o maior Festival da América Latina no segmento, somando um público de mais de 100 mil pessoas em todas suas edições. 

Além de grandes nomes da música se apresentarem no palco principal, entre os intervalos rolou um concurso de batalhas de rimas e um concurso de novos talentos da música, que tem a intenção de dar visibilidade para jovens talentos de todo o Brasil. 

Os responsáveis afirmam que o diferencial do festival é propor novas experiências:

“O diferencial do nosso trabalho é não só trazer o que está na moda, o que está acontecendo, mas tentar propor coisas novas, provocar o público. Ações como essas, deixam um legado positivo à cultura hip hop”.

Para mais informações acesse: https://www.sonsdarua.com.br/