Aldo Rebelo critica postura do governo na pandemia: 'Quantas vidas foram ceifadas por conta do atraso dessa vacina?'

Em entrevista exclusiva ao Grupo Perfil e à Rolling Stone Brasil, Aldo Rebelo, ex-Ministro que lançou um livro sobre o futuro do Brasil, reflete sobre a obra literária, a pandemia e eleições 2022

Redação Publicado em 28/05/2021, às 18h44

None
Aldo Rebelo (Foto: Clive Mason/Getty Images)

Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-deputado federal, falou em entrevista exclusiva ao Grupo Perfil e à Rolling Stone Brasil sobre o livro escrito na pandemia de Covid-19em que reflete sobre o futuro do Brasil. Ainda, o também jornalista explicou sobre a visão dele acerca da retomada da economia, do cenário pandêmico e das eleições 2022. Você pode conferir a entrevista completa ao final do texto.

O Quinto Movimento: propostas para uma construção inacabada é o mais novo livro lançado por Aldo Rebelo, publicado pela Jornal JÁ Editora. A obra é dividida em três partes. Em um primeiro momento, o jornalista fala mais sobre quem ele é, a primeira formação, e a época enquanto estudante. Em sequência, apresenta quatro movimentos de construção do Brasil; ao final, reflete sore o 'quinto movimento', que seria a união de forças heterogêneas - sociais, empresariais, intelectuais, políticas e culturais, da cidade e do campo.

+++LEIA MAIS: Bolsonaro chama Renan Calheiros de ‘vagabundo’ e diz que CPI da Covid comete ‘crime’

Ao ser questionado sobre a polarização e ideologias presentes no Brasil hoje, Aldo Rebelo pede uma unidade entre brasileiros: "O Brasil está muito dividido em torno de uma agenda secundária. Não é a agenda fundamental do país. Nos últimos dois séculos, o mundo foi governado por dois tipos de nacionalismo. O ex-Ministro acredita na união como "um único caminho para superar os obstáculos ao seu desenvolvimento [do Brasil], e a sua integração social e nacional".

Na ocasião, Aldo Rebelo também refletiu sobre o cenário pandêmico no país: "O problema da pandemia é o problema da ciência, mas da ciência política, porque tudo foi politizado. A vacina foi politizada. A medicação foi politizada. O governo perdeu a capacidade de liderar. [...] Em momentos como esse, o governo precisa unir os brasileiros, a ciência, a academia, os governadores em torno de uma causa comum. É uma guerra com um inimigo que você não sabe de onde vem, como ele é."

+++LEIA MAIS: Para 58% dos brasileiros, Bolsonaro não tem capacidade de liderar o país

Para o ex-Ministro, o governo atual, no entanto, fez exatamente o oposto e criou confrontos com a ciência, com prefeitos, governadores, dentro das próprias forças armadas, entre outros, e "isso é muito ruim para o país": "[...] Quantas vidas foram ceifadas por conta do atraso dessa vacina?"

Com a pandemia, a economia brasileira desandou ainda mais. Aldo Rebelo citou Paulo Guedes para explicar que, esse desenvolvimento e crescimento econômico só acontecerá a partir da vacina: "Ninguém tem segurança de retomar atividade nenhuma se não tiver a vacina presente. E a vacina como não chega, fica esse movimento de sanfona. [...] O país vive em uma insegurança constante."

+++LEIA MAIS: Pazuello diz que Bolsonaro não determinou uso de cloroquina: 'Nunca me deu ordens diretas’

Além disso, Aldo Rebelo falou sobre agricultura e pecuária, Código Florestal, meio ambiente e eleições de 2022 com a disputa de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido) e a polarização devido aos candidatos. Assista à entrevista completa:

+++LEIA MAIS: Há 9 meses, Governo Federal ignorou proposta de 18 milhões de doses da vacina Pfizer 


+++ SUPLA | MELHORES DE TODOS OS TEMPOS EM 1 MINUTO | ROLLING STONE BRASIL