Como Madonna conseguiu fazer com que a megaturnê Rebel Heart se tornasse realidade

Caímos na estrada com a Rainha do Pop para entender melhor o novo show da cantora, com o qual ela viaja desde setembro

Andy Greene Publicado em 16/11/2015, às 09h00

Madonna no tapete vermelho do Grammy 2015

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Faltam três dias para que o papa lidere centenas de milhares de pessoas em uma missa na Benjamin Franklin Parkway, na Filadélfia, e uma das ex-católicas mais famosas dos Estados Unidos já está entrando no espírito da ocasião. Madonna usa uma cruz gigante como poste de stripper e serpenteia em torno de uma recriação da mesa da “Última Ceia.”

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“O papinha está vindo para cá”, diz a certa altura do show. “Acho que ele está me perseguindo.” O momento divertido de blasfêmia é um dos 21 números elaboradamente coreografados da turnê Rebel Heart, que está lotando arenas desde setembro. É o show mais extravagante que Madonna já fez – uma apresentação de duas horas com guerreiros samurais, matadores, ciganos e uma dança aparentemente perigosa no topo de enormes postes oscilantes, sem falar no grande final em um café parisiense cintilante ao estilo anos 1920. “Quando o público chega para o show, entra em um mundo mágico”, diz Madonna. “Ele se conecta à matriz do meu cérebro criativo.”

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“A avalanche logística de montar isso foi diferente de tudo o que já fiz”, conta Arianne Phillips, chefe dos figurinistas, acrescentando que a turnê usa 500 pares de sapatos e 450 trajes. “Todo dia do ensaio parecia uma impossibilidade.” Para se preparar, os 20 dançarinos passaram três meses ensaiando 14 horas por dia, seis dias na semana. Madonna, de 57 anos, estava ao lado deles. “Não importava o que pedíamos para ela fazer, como usar uma freira como prancha de surfe, por exemplo. Ela tentava sem hesitar”, diz Megan Lawson, principal coreógrafa da performance.

A turnê, que vai até março, pode ser a última de um acordo de dez anos com a Live Nation que rendeu a Madonna US$ 120 milhões. Ela diz que seus planos para excursões futuras ainda não estão claros, embora consiga se ver na estrada daqui a 15 anos, talvez com uma configuração de palco mais discreta. “Consigo me imaginar sentada em um banquinho com uma garrafa de vinho, um violão e fazendo comédia stand-up no meio do show”, afirma. “Gosto da ideia de fazer algo simples.”