Eagles of Death Metal fala sobre ataques em Paris: “O amor se sobrepõe ao ódio”

“Estamos horrorizados e ainda tentando entender o que aconteceu na França”, escreveu o grupo

Redação Publicado em 18/11/2015, às 15h27 - Atualizado às 16h53

Eagles of Death Metal - home
Divulgação

O grupo Eagles of Death Metal divulgou nesta quarta-feira, 18, um comunicado oficial no qual comenta os ataques terroristas feitos durante um show da banda na última sexta-feira, 13, em Paris. O massacre aconteceu na casa de shows Bataclan e deixou 89 mortos.

Artistas prestam homenagens as famílias e as vítimas dos ataques terroristas em Paris .

“Estamos todos em casa e seguros. No momento, ainda tentamos entender o que aconteceu na França”, diz a nota. “Nossos corações estão principalmente com nosso irmão Nick Alexander [responsável pela venda de produtos do grupo durante o show e uma das vítimas do ataque], nossos camaradas da gravadora Thomas Ayad, Marie Mosser e Manu Perez, além de todos os outros amigos e fãs que tiveram as vidas tiradas em Paris, assim como seus amigos e familiares.”

Eagles of Death Metal volta aos Estados Unidos após atentado durante show da banda em Paris.

“Gostaríamos de agradecer aos policiais, ao FBI, aos Estados Unidos e aos departamentos de Estado da França. Além de agradecer especialmente algumas pessoas que se juntaram a nós e nos ajudaram da melhor forma possível durante esse evento inimaginável. Mostrando novamente que o amor se sobrepõe ao ódio”, completa o comunicado. No texto, o Eagles of Death Metal ainda diz que os shows da banda estão “em suspenso” por tempo indeterminado.

Conheça a banda Eagles of Death Metal, que se apresentava em Paris quando ataque terrorista aconteceu.

O Eagles of Death Metal é um grupo de rock com influências de blues formado na cidade Palm Desert, Califórnia, em 1998. No mês de outubro, a banda lançou o primeiro registro de inéditas em sete anos, Zipper Down. Apesar de ter participado das gravações do disco, Josh Homme toca pouquíssimo ao lado da banda em apresentações ao vivo. O músico norte-americano não estava no palco com o companheiro Jesse Hughes em Paris.

Após a tragédia, o Eagles of Death Metal optou por interromper uma turnê europeia na qual ainda faria shows em Tourcoing, no norte da França, na Bélgica, na Alemanha, na Suíça e na Holanda. A excursão estava prevista para acabar no dia 10 de dezembro após um espetáculo em Portugal.

Saiba mais sobre a tragédia em Paris:

O grupo jihadista Estado Islâmico divulgou neste sábado, 14, um comunicado no qual reivindica a autoria dos atentados em série que atingiram Paris, a capital da França, na noite de sexta, 13, deixando 129 mortos e ferindo mais de 352 pessoas. Este já é considerado o segundo maior ataque terrorista contra civis na história da Europa. As informações são de agências internacionais como CNN e AP.

No texto, enviado ao jornal Le Monde, o Estado Islâmico afirma que "os ataques são apenas o começo da tempestade". Veja a nota abaixo:

"Oito irmãos carregando coletes suicidas e armas automáticas alvejaram áreas no coração da capital francesa que foram especificadamente escolhidas antes: o Stade de France durante uma partida contra a Alemanha na qual François Hollande estaria presente; o Bataclan, onde centenas de idólatras estariam juntos em uma festa da perversidade; além de outros alvos no 10º, no 11º e no 18º arrondissements. A França e todos aqueles que seguem seu caminho devem saber que permanecem o principal alvo do Estado Islâmico. Alá lançou o terror contra seu coração. Paris é a capital da abominação e da perversão. Paris tremeu sob os pés dos terroristas. Este não é nada mais do que o começo de uma tempestade e uma advertência para aqueles que queiram meditar e tirar suas conclusões".

O comunicado, que tem um tom ameaçador, veio à tona alguns minutos após o presidente da França, François Hollande, afirmar que o grupo é o culpado pelos ataques. "É um ato de guerra que foi cometido por um exército terrorista, um exército jihadista contra a França. É um ato de guerra que foi preparado, organizado e planejado no exterior, com cumplicidade de dentro da França."