Lorenna Vieira, esposa do DJ Rennan da Penha, acusa banco de racismo após ser detida por suspeita de fraude

A polícia afirmou que não dava para saber se ela era mesma por causa do cabelo - que no dia estava cacheado, mas no documento está alisado

Redação Publicado em 31/01/2020, às 16h42

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Lorenna Vieira (Foto: Reprodução / Insta)

Lorenna Vieira, esposa do DJRennan da Penha, foi barrada em uma agência do Itaú na quinta, 30, e acusada de tentativa de fraude. Vieira depois acusou o banco e a Polícia Militar de racismo - eles não acreditavam que ela era a mesma pessoa dos documentos pelos cabelos cacheados. “Não é porque sou preta e humilde que sou criminosa,” esbravejou sobre o caso no Twitter.

Ao G1, Vieira detalhou a história: “Eu fui ao banco tirar um dinheiro e desbloquear um cartão, porque perdi cartão e o outro não chegou na minha casa. Eu tive que ir lá buscar. Chegando lá, deu que estava bloqueado. Aí elas (as funcionárias) começaram a falar ‘ah, o banco pode achar que é fraude, que você é laranja’ e me deixaram lá esperando.”

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De lá, Vieira foi encaminhada para a delegacia. “[A funcionária] falou: ‘Só faltam mais 15 minutinhos para o seu problema ser resolvido’. E aí chegaram os policiais. Fiquei revoltada na hora. Fiquei muito chateada, as pessoas ali devem achar que eu fui presa ou eu não sei. É uma vergonha, ridículo. Eu me senti ofendida. Segundo eles, eu sou fraude, laranja. Segundo eles, aquele dinheiro não era meu.”

A polícia afirmou que a diferença no cabelo da foto do documento (alisado) e do momento do ocorrido (cacheado) confundiam e impediam discernimento. “Eu até rasguei minha identidade,” revoltou-se Vieira, “porque o policial falou que era quase impossível saber se era eu, porque o meu cabelo estava liso, falou que era pra eu jogar minha identidade fora e fazer outra com o meu cabelo natural.”

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Depois de “Itaú Racista” chegar aos Trending Topics do Twitter, o banco se pronunciou na rede social. Lamentou a situação e garantiu que contatou Vieira. Mas garantiu: “O procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude, e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero. O Itaú acredita que toda forma de discriminação deve ser combatida.”

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