Ex-New Order, Peter Hook processa a banda por royalties não pagos

Baixista acusa antigos companheiros de criarem uma nova empresa e marginalizarem a participação dele nos lucros do grupo

Rolling Stone EUA Publicado em 30/11/2015, às 16h25 - Atualizado às 17h29

Os antigos companheiros de banda Bernard Sumner e Peter Hook em show do New Order, em 2005

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Peter Hook está processando os antigos companheiros de New Order por “milhões de libras” em direitos autorais não pagos. O baixista acusa os integrantes Bernard Sumner e Stephen Morris de marginalizarem a participação dele nos lucros da banda ao “clandestinamente” formarem uma nova companhia para controlar a marca do New Order. As informações são do Manchester Evening News.

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Como parte da separação de Hook do New Order em 2007, ele ficou com 25% na Vitalturn Company Ltd, uma companhia que o grupo criou após o fim da Factory Records nos anos 1990. Como parte de um acordo de dez anos – firmado após a saída do baixista –, Hook diz que a banda também concordou em pagar-lhe 12,5% dos royalties, venda de produtos de merchandising e cachês de shows.

Entretanto, depois da saída de Hook, e antes do retorno do New Order, em 2011, Sumner e Morris transferiram os bens e a marca da banda para uma nova companhia – New Order Limited – que essencialmente tornou a parcela de Hook na Vitalturn Company inútil.

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Conforme disse o advogado de Hook, Mark Wyeth, ao tribunal: “Foi como se George Harrison e Ringo Starr tivessem se encontrado na casa de George uma noite de sexta-feira e agido juntos para alienar Paul McCartney da parcela dele nos Beatles – e não contaram a Yoko sobre isso também”.

Como resultado da nova empresa, Hook clamou que recebeu apenas 1,25% dos royalties da banda, em vez da parcela de 12,5%. No tribunal, o advogado de Hook argumentou que o New Order recebeu mais de £ 7,8 milhões (cerca de US$ 11,75 milhões) nos últimos quatro anos e o ex-baixista da banda recebeu aproximadamente £ 2,3 milhões até outubro de 2014. Desde então, o New Order lançou o álbum Music Complete.

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O advogado do New Order, David Casement, argumentou que a formação de uma nova companhia pela banda foi “completamente aceitável” e que o processo de Hook foi “completamente equivocado”. Casement também sugeriu que o processo era uma tentativa de Hook de dificultar o sucesso futuro do New Order ou, possivelmente, uma maneira de alavancar uma volta de Hook ao grupo.