Ex-roadie diz que Jimi Hendrix foi assassinado por empresário

James 'Tappy' Wright afirma que Michael Jeffery forçou o guitarrista a ingerir comprimidos e álcool

Da redação Publicado em 01/06/2009, às 18h43

James 'Tappy' Wright, ex-roadie de Jimi Hendrix, afirma que o guitarrista foi assassinado pelo próprio empresário. No livro Rock Roadie, com lançamento previsto para julho no Reino Unido, Wright alega que o agente Michael Jeffery confessou ter "empanturrado" Hendrix de comprimidos e álcool, com a intenção de matá-lo, para receber o dinheiro do seguro de vida do artista. A informação é do site do jornal Mail Online.

Hendrix foi encontrado morto em 1970, aos 27 anos, em um quarto do Samarkand Hotel, em Londres. À época, laudos oficiais informaram que a causa da morte foi intoxicação por barbitúricos e sufocamento pelo próprio vômito.

De acordo com Wright, Jeffery confessou o crime em 1971, durante uma bebedeira em sua casa, na Inglaterra - dois anos depois, o empresário morreu em um acidente de avião.

"Ainda posso ouvir aquela conversa, ver o homem que conheci por tanto tempo de minha vida, sua cara pálida, mão agarrada e óculos em uma fúria repentina", escreveu o roadie sobre o momento da revelação. Segundo Wright, Jeffery teria dito: "Eu estava em Londres na noite da morte de Jimi, junto com uns amigos. Fomos no quarto de Monika [namorada do guitarrista na época], pegamos um punhado de pílulas e as enfiamos na boca dele. Depois, derramamos algumas garrafas de vinho tinto no fundo da garganta dele".

O autor afirma que Jeffery temia ser demitido e pretendia recolher os US$ 2 milhões da apólice de seguro do guitarrista, da qual era beneficiário. "Eu tinha que fazer isso, Tappy. Para mim, Jimi valia mais morto do que vivo", teria dito Jeffery ao roadie. "Aquele filho da mãe ia me deixar. Se eu o perdesse, perderia tudo."

O ex-roadie não informou qual razão o levou a demorar quase quarenta anos para fazer tal revelação.