Jonathan Demme, diretor de Silêncio dos Inocentes, morre aos 73 anos

Demme também dirigiu Filadélfia e Stop Making Sense, filme que documenta show dos Talking Heads

Redação Publicado em 26/04/2017, às 13h02 - Atualizado às 13h32

Jonathan Demme
AP

Jonathan Demme, mais conhecido como o diretor ganhador do Oscar por Silêncio dos Inocentes (1991), morreu aos 73 anos nesta quarta, 26, em Nova York, Estados Unidos.

De acordo com o portal Indiewire, a causa da morte foi um câncer esofágico e complicações da doença cardíaca. A enfermidade foi tratada em 2010, mas voltou em 2015, e sua condição piorou nas últimas semanas.

Demme nasceu em fevereiro de 1944, em Baldwin, nos Estados Unidos. Sua carreira foi marcada pela versatilidade de seus trabalhos, que incluíram desde sucessos cinematográficos até documentários musicais. Ele fez sua estréia no cinema em 1971, quando produziu Angels Hard as They Come, ao lado de Roger Corman.

Mas sua trajetória profissional decolou nos anos 1980, quando dirigiu títulos como Melvin e Howard (1980) – vencedor de dois prêmios do Oscar –, Armas e Amores (1984) e Totalmente Selvagem (1986).

Nos anos 1990, os trabalhos de Demme ficaram ainda mais em voga com o lançamento de O Silêncio dos Inocentes e Filadélfia (1993). Ao mesmo tempo, o diretor se manteve ativo na produção de documentários, ao criar Stop Making Sense (1984), filme que mostra um show da banda Talking Heads no Hollywood Pantages Theatre, em Los Angeles, em 1983.

Entre os trabalhos mais recentes de Demme está a comédia Ricki and the Flash: De Volta Para Casa (2015), com Meryl Streep (O Diabo Veste Prada) e o documentário Justin Timberlake + The Tennessee Kids (2016), que mostra a última apresentação da turnê 20/20 Experience World Tour, realizada pelo cantor em 2015 na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas.

Demme deixa sua mulher, a artista Joanna Howard, e três filhos.