Lollapalooza 2015: humor e rock de primeira marcam show da banda O Terno

Som anos 1960 do grupo paulistano arrastou público fiel ao Palco Axe, no Autódromo de Interlagos

Lucas Borges Publicado em 29/03/2015, às 15h55 - Atualizado às 18h10

Apresentação no Lollapalooza 2015

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O Terno conhece bem a cidade, e quando percebeu que nascia “mais uma manhã nublada em SP”, como bem diz a letra de “O Cinza”, tratou de vestir capas de chuva amarelas para se apresentar no segundo dia de Lollapalooza, neste domingo, 29.

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Esta foi umas das muitas intervenções perspicazes do grupo paulistano, que tempera com graça um rock and roll estilo anos 1960 de muita qualidade.

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Muita gente já descobriu o potencial d'O Terno, como se viu na composição da plateia que, debaixo de garoa, tinha na ponta da língua “Eu Confesso”, “Ai, Ai, Como eu me Iludo” e “Eu Vou Ter Saudades”, faixas do segundo e mais recente disco deles, o homônimo O Terno, de 2014, e “66” e “Eu Não Preciso de Ninguém”, de 66 (2012).

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A recente troca de Victor Chaves por Gabriel Basile na bateria não prejudicou em nada a harmonia da formação, completada pelo baixista Guilherme D'Almeida e pelo vocalista Tim Bernardes.

Neste domingo, 29, acordes afiados da guitarra, piano e o órgão Hammond de Bernardes se alternaram com as piadas do líder do grupo. Nem mesmo alguns problemas no som o impediram de brincar, ensaiando o “Tema da Vitória”, em homenagem a Ayrton Senna e a Interlagos, além do axé “Beija-Flor”, do Timbalada, referência à marca de desodorantes que patrocina o palco onde eles tocaram.

Bem-humoradas também são as faixas "Zé, Assassino Compulsivo" e “Papa Francisco Perdoa”, parceria com Tom Zé, gênio divertido da música brasileira. O Terno segue na trilha do veterano, ainda que tenha muita lenha para queimar até chegar lá. O fato de eles terem agradecido por Robert Plant e Jack White "abrirem" o show deles, um dia antes, não é demonstração de empáfia, mas sim do tom de graça que impera no grupo.

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