Lula, o Filho do Brasil vai virar minissérie

O diretor Fábio Barreto negocia para levar à TV programa baseado no filme que conta a saga pré-política do presidente do país

Da redação Publicado em 07/10/2009, às 13h24

Lula, o Filho do Brasil, cinebiografia preparada por Fábio Barreto sobre o presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, ganhará adaptação na TV.

"Serão quatro capítulos, que estamos escrevendo agora", afirmou o diretor à coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo. "A história do presidente é muito rica e rende bem mais que um filme."

Para encarnar o político em sua fase sindicalista, Barreto escolheu o ator mineiro, conhecido por trabalhos no teatro, Rui Ricardo Diaz. Ele divide a tarefa de interpretar Lula com atores mirins, em história baseada no livro homônimo de Denise Paraná, ex-assessora de Lula.

Glória Pires e Cléo Pires, mãe e filha na vida real, serão mãe e primeira esposa do líder petista, respectivamente. Juliana Baroni vive a atual primeira-dama, Dona Marisa.

O filme acompanha a trajetória do presidente até seus tempos de sindicância, em momento que antecede a fundação do PT. A série seguirá a mesma linha narrativa, também passando ao largo da carreira política de Lula.

O plano, segundo Barreto, é manter no programa de TV os mesmos atores da versão cinematográfica. Apesar de a minissérie não ter emissora definida, sabe-se de antemão que boa parte do elenco tem contrato com a Globo.

"Estou conversando com algumas, há muito interesse, mas não fechei com ninguém", disse o cineasta, que estimou em R$ 15 milhões o orçamento da empreitada, quase o mesmo do filme, um dos mais caros do cinema brasileiro (feito sem verba pública).

No que Barreto, indicado ao Oscar de filme estrangeiro em 1996, por O Quatrilho, já bateu o martelo: a minissérie para a TV aberta e só irá ao ar depois das eleições presidenciais, marcadas para outubro de 2010. O longa entra em circuito logo no começo do ano, o que é encarado pela oposição como marketing para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata mais provável à sucessão na chapa petista.