Phil Rudd, ex-baterista do AC/DC, se declara culpado por ameaça de morte e posse de drogas

O músico receberá a sentença definitiva no próximo dia 26 de junho

Redação Publicado em 21/04/2015, às 11h30 - Atualizado às 12h07

Phil Rudd
Christine Cornege/AP

Phil Rudd, ex-baterista da banda de rock AC/DC, se declarou culpado, durante um julgamento na Nova Zelândia, que aconteceu nesta terça-feira, 21, de ameaçar matar um empregado e a filha de dez anos do funcionário. O músico também se declarou culpado pela acusação de posse de drogas.

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Segundo informações do jornal local New Zealand Herald, Rudd telefonou ao empregado no dia 26 de setembro de 2014 fazendo ameaças de morte. À época, a polícia local fez uma busca na casa dele, localizada na cidade de Matua, na Ilha do Norte da Nova Zelândia, e encontrou metanfetamina e maconha.

Perante a declaração de Rudd, o juiz do tribunal de Tauranga manteve a liberdade condicional do músico, que receberá uma sentença definitiva no próximo dia 26 de junho. Craig Tuck, advogado do baterista, afirmou ao jornal local que tudo não passa de uma confusão gerada por uma "ligação mal-humorada".

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Em novembro passado, ele havia se declarado inocente das acusações de planejar um assassinato e de posse de drogas.

No dia 6 do mesmo mês, o australiano foi preso sob a acusação de encomendar a morte de dois homens no fim do mês de setembro. Ele também foi acusado por posse de metanfetamina e maconha, assim como ameaça de morte. O músico compareceu à corte no mesmo dia e foi liberado com o pagamento de fiança.

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De acordo com a polícia de Tauranga, onde mora o músico, o motivo da liberação dele foi a “falta de evidencias” para o planejamento dos assassinatos, mas as acusações de posse de metanfetamina e maconha, contudo, continuam sendo investigadas.

Para o advogado de Phil Rudd, à época ele sofreu um "dano incalculável" ao ser acusado de planejar um assassinato, após a repercussão mundial do caso. O advogado cogita um processo contra a polícia local e o pedido de indenizações. “A acusação de encomendar o assassinato não deveria existir”, disse o profissional à Rolling Stone EUA. “Ela foi retirada menos de 24 horas depois do senhor Rudd aparecer diante da Corte. Ele sofreu com má publicidade de forma desnecessária."

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Rudd poderia pegar até 10 anos de prisão caso fosse considerado culpado da acusação de tentativa de assassinato. No caso de porte de drogas, ele ainda enfrentará a possibilidade de passar sete anos em cárcere caso seja considerado culpado pela justiça neozelandesa.

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O integrante da banda de 60 anos tocou com o AC/DC de 1975 a 1983 e, depois, se juntou ao grupo novamente em 1994 – e permanece com eles desde então. O AC/DC lançou o disco Rock or Bust e se prepara para uma grande turnê. Em contato com a Rolling Stone EUA, a banda declarou que “a ausência de Phil não afetará a turnê mundial”, diz o texto.