Rihanna processa ex-contadores

Cantora acusa empresa de causar prejuízo de dezenas de milhões de dólares

Rolling Stone EUA Publicado em 07/07/2012, às 13h36

Rihanna
AP

Rihanna processou seus ex-contadores e a empresa nova-iorquina Berdon LLP, acusando-os de má escrituração, uma falha em recomendar que ela cortasse gastos em 2009 durante uma turnê que estava dando prejuízos, pela perda de dezenas de milhares de dólares e por uma audição que está sendo feita pelo Internal Revenue Service, órgão norte-americano responsável pela coleta de impostos. A informação é da agência de notícias Associated Press.

Tapas na bunda, mensagens de texto safadinhas, espaguete: uma semana agitada com Rihanna, a sex symbol mais complicada do pop.

A cantora abriu o processo em Manhattan sob seu nome real, Robyn Fenty. Por meio de seus advogados, ela afirmou que seus contadores subtraíram milhões de dólares de receitas vindas de quatro turnês feitas nos Estados Unidos e pelo mundo nos últimos cinco anos.

De acordo com o processo, no final da turnê Last Girl on Earth, de 2009, ela descobriu que os shows tinham gerado “perdas significativas”, embora a receita estivesse sendo positiva. O processo diz ainda que os réus ficaram com 22% do dinheiro arrecadado, enquanto pagaram 6% para Rihanna.

Segundo Rihanna, a práticas da Berdon de pagar a si própria uma comissão vinda do lucro da turnê não é padrão no mercado.

Como prova da má escrituração, o processo aponta para o grande sucesso da turnê Loud, de 2011, que produziu um lucro líquido equivalente a mais de 40% da receita total da maratona.

Rihanna contratou os contadores em 2005, quando tinha 16 anos e estava começando a carreira; ela os demitiu em setembro de 2010. A cantora os acusa ainda de serem responsáveis pela atual audição do IRS em seus impostos, que forçou ela a corrigir os erros causados pela negligência da Berdon.

Além disso, os advogados apontam a empresa como culpada de encorajar Rihanna a comprar uma casa nova em 2009, quando a turnê estava dando prejuízo, algo que um administrador competente não teria feito. No ano passado, ela processou uma companhia por essa casa, afirmando que os problemas estruturais do local o tornavam inabitável.