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28 anos de Nevermind: 7 curiosidades sobre o clássico do grunge que você não sabia [LISTA]

Lançado há mais de duas décadas, o segundo álbum de estúdio do Nirvana continua sendo um dos mais emocionantes e essenciais da história da música

Redação Publicado em 24/09/2019, às 17h03

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Capa de Nevermind (Foto: Divulgação)

28 anos após seu lançamento, o Nevermind, do Nirvana, continua sendo um dos álbuns mais emocionantes e essenciais de todos os tempos. O LP não serviu apenas para mostrar o avanço da banda, mas também ajudou a introduzir o grunge e o rock alternativo nas ondas de rádio e na MTV. 

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A rápida ascensão da banda combinada a fama de Kurt Cobain trouxe mitologias a cerca do álbum icônico, gravado ao longo de um ano pelo produtor Butch Vig, em Los Angeles. 

Com mais de 24 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, Nevermind continua a sendo o favorito entre as gerações. Por isso, em homenagem ao aniversário do disco, separamos 10 coisas que você talvez não saiba sobre a obra-prima explosiva do Nirvana

1. Dave Grohl não era o único baterista do Nevermind

Quando o Nirvana começou as sessões no Smart Studios com Vig, Chad Channing - o baterista que apareceu na maior parte do disco de estréia do Nirvana em 1989, Bleach - ainda estava na banda. Sua contribuição para "Polly" permanece no álbum, embora não tenha sido creditada no lançamento original. Grohl foi o quinto e último baterista da banda.

2. Vig convenceu Cobain a regravar os vocais porque "John Lennon fez isso"

A decisão de Vig de regravar os vocais foi inspirada pelo falecido produtor dos Beatles, George Martin, e o uso da técnica por John Lennon foi o que convenceu Cobain a se sentir confortável com ela.

"Ele estava relutante em fazê-lo porque achava muito falso", recordou Vig em uma recente homenagem a Martin. Depois que falamos sobre a conexão com Lennon, Cobain "praticamente seguiu em dupla todos os vocais depois disso".

3. A faixa oculta "Endless, Nameless" foi acidentalmente deixada de fora nas primeiras versões do álbum 

"Endless, Nameless" nasceu de uma sessão frustrante de gravação de "Lithium", em que Cobain lutava para corrigir as guitarras. No final, Vig decidiu manter a gravação barulhenta e agressiva e a banda decidiu lança-la como uma faixa oculta, após 10 minutos de silêncio na sequência de "Something in the Way". 

4. Cobain ficou “envergonhado” com o mix final de Nevermind

O Nirvana trouxe Andy Wallace, que já havia trabalhado com o Slayer, para fazer a mixagem final do álbum. Como observado por Wallace e Vig, a banda não teve nada além de elogios e amor pelo trabalho de Wallace ao ouvir inicialmente as versões finais das músicas.

A música de Cobain, em particular, mudou drasticamente quando as vendas do álbum dispararam, com o músico se sentindo "envergonhado" pelo produto final durante entrevistas com o biógrafo Michael Azerrad. 

5. A capa do álbum foi inspirada no interesse de Cobain em partos na água

O fascínio de Cobain por nascimento e gravidez é bem documentado, visível em seus diários e, claro, na capa e nome do último álbum do Nirvana, In Utero. Depois de assistir a um documentário sobre partos na água com Dave Grohl, Cobain quis apresentar uma foto de um nascimento na água para a capa, mas a gravadora achou demais.

Sendo assim, foram a uma piscina para bebês com o fotógrafo Kirk Weddle, que capturou uma foto de Spencer Elden, filho de seu amigo, nadando em direção a uma nota de dólar em um gancho. 

6. Cobain afirma que escondeu uma foto de Kiss na contracapa

Ao lado da lista de faixas na contracapa de Nevermind, há uma colagem bizarra criada por Cobain. A colagem mostra fotografias de órgãos genitais de sua coleção de fotos e pinturas mostrando imagens do Inferno de Dante e, de acordo com o líder: "Se você olhar bem de perto, há uma foto de Kiss em cima de um pedaço de carne".

7. Nevermind tirou Dangerous de Michael Jackson do topo das paradas

O alcance do Nirvana chegou em outro nível quando derrubou o Rei do Pop do topo das paradas no início de 1992. Ao longo de sua carreira, o Nirvana se opôs vocalmente ao estilo dos anos 1980 e ao tipo exato de espetáculo pop que Jackson simbolizava, mas os gráficos provaram que a revolução estava se firmando.