Bolsonaro recusou vacina a 50% menos do valor pago por EUA e União Europeia

Em agosto de 2020, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, considerou as doses acima do preço

Redação Publicado em 07/06/2021, às 10h53 - Atualizado às 11h20

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Jair Bolsonaro olha para o lado com a mão para frente (Foto: Gabriela Bilo / Estadão Conteúdo / Agência Estado / AP Images)

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) recusou vacinas da Pfizer com a 50% menos do valor pago por Estados Unidos e União Europeia em 2020. Em agosto, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, considerou as doses caras. Por US$ 10 cada, cerca de 70 milhões de imunizantes da farmacêutica poderiam ter sido entregues a partir de dezembro.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, EUA e Reino Unido pagaram cerca de US$ 20 em cada dose. Ambos países vacinaram 40% da população e iniciaram a retomada da economia. Na União Europeia, os imunizantes custaram US$ 18,60.

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O valor que o governo brasileiro gastaria, inicialmente, seria equivalente a 10% do auxílio emergencial pago em 2020 - e seria menor em relação aos R$ 44 bilhões previstos para compensar o fechamento da economia em 2021. As vacinas da Pfizer, no Brasil, chegaram em abril de 2021.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, afirmou como a Pfizer, pedindo resposta sobre a proposta das 70 milhões de doses, enviou 53 emails ao governo a partir de agosto.

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Como a Folha de S. Paulo apontou, a vacinação antecipada poderia ter evitado mortes e prejuízos bilionários na economia brasileira.


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