Como os Beatles assumiram a psicodelia em Tomorrow Never Knows?

Durante as gravações de Revolver, a banda queria explorar todo o potencial do ambiente de estúdio e o engenheiro de som, Geoff Emerick, contribuiu com a faixa

Redação Publicado em 03/02/2020, às 11h15

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The Beatles (Foto: AP Images)

As sessões de gravação de Revolver, em 1966, foram as primeiras interações de Geoff Emerick com o icônico quarteto. Na época, a banda queria explorar todo o potencial do ambiente de estúdio e John Lennon quis um vocal diferente para a música "Tomorrow Never Knows". 

Foi neste momento em que o engenheiro de som, Emerick, teve a chance de mostrar o que ele poderia fazer. Segundo o programa de rádio Ultimate Classic Rock Nights, em uma entrevista sobre a música, ele disse: 

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"Começamos a fazer 'Tomorrow Never Knows', e John queria um vocal mágico do Dali Lama. A música tem um orador rotativo, Les Brown, com um órgão Hammond [instrumento originalmente vendido para ingrejas como uma alternativa de baixo custo de órgão de tubos, e acabou sendo um instrumento importante no rock progressivo], com isso, ele pensou: 'Uau, vamos colocar a voz de John no lugar". 

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Quando questionado se ele já havia feito isso antes, Emerick respondeu: "Não, de jeito nenhum. Quando John ouviu o som da própria voz gravado com esse som, ele apenas sorriu. Considerei isso como uma aceitação. Depois, mudamos gradualmente o som da bateria de Ringo... Eu tinha todos esses sons diferentes de bateria na cabeça". 

Ouça a música abaixo:


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