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Notícias / Rolling Stone Sessions

Elis & Tom (1974) ganha homenagem à altura por Daniel Jobim e Kell Smith [REVIEW]

A dupla fez a pré-estreia da turnê comemorativa de 50 anos do álbum no Blue Note, em São Paulo, como parte do projeto Rolling Stone Sessions

Daniel Jobim e Kell Smith (Crédito: Deivide Leme)
Daniel Jobim e Kell Smith (Crédito: Deivide Leme)

Há 50 anos, em um mês de fevereiro, Elis Regina se unia a Tom Jobim em Los Angeles para gravar o que seria um dos maiores álbuns de música brasileira da história. Elis & Tom (1974) é “uma obra-prima brasileira para o mundo,” classifica João Marcelo Bôscoli, produtor musical, filho da cantora e de Ronaldo Bôscoli.

Em 2024, Daniel Jobim homenageia o trabalho magistral do avô e, para completar a dupla que o projeto pede, convida a cantora e compositora paulistana Kell Smith. Os dois fizeram a pré-estreia da turnê comemorativa de 50 anos do disco no Blue Note, em São Paulo, como parte do projeto Rolling Stone Sessions.

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Com a casa lotada nas duas sessões, a dupla e a banda passaram por todas as canções do álbum. Abrindo as apresentações com “Fotografia”, ganharam o público logo nas primeiras notas da canção. A combinação das vozes de Daniel e Kell deu o tom e fez jus ao trabalho de Tom e Elis. Uma homenagem como deve ser.

Os dois passaram por todas as canções do disco, das mais conhecidas as que podem não ser tão famosas, mas que ganharam na interpretação dos dois uma roupagem com gosto de nostalgia e toques de emoção.

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Daniel é um músico discreto, mas cresce ao sentar ao piano, e complementa perfeitamente com a voz de Kell e interpretação dramática dela — como pedem as músicas. Tudo fica mais legal, no entanto, quando os dois cantam juntos. Adicionando cada um a própria personalidade às canções que permeiam o imaginário coletivo dos amantes da música brasileira.

Nos momentos em que passaram pelas canções mais conhecidas do álbum, como “Corcovado” e “Só Tinha de Ser Com Você,” tudo fica ainda mais bonito com as vozes emocionadas da plateia. Quase como se fôssemos transportados para outro tempo. 

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Águas de Março”, o maior sucesso na voz de Elis e Tom, fecha o setlist do show. E não poderia ser diferente. A canção pareceu preencher cada centímetro do Blue Note SP em um dos momentos mais afiados da banda e dos protagonistas da banda, mostrando a perfeita harmonia entre. O ápice da noite. 

Ainda teve espaço para o bis, com músicas que não fazem parte do disco. Mas você consegue imaginar um show dedicado a Tom Jobim sem “Wave”? Nós também não. E Daniel fez questão de trazer a música, que faz qualquer lugar do mundo virar o Rio de Janeiro.

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Na segunda sessão da noite, uma surpresa: Kell pediu licença ao companheiro para brindá-lo com uma canção. Nesse momento ela um cover de “Como Nossos Pais”, composição de Belchior que ficou eternizada na interpretação visceral de Elis. A paulistana deu o próprio toque, levando o público às lagrimas.

Tributo a Elis & Tom, por Daniel e Kell, passará por Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador, Natal e São Paulo, novamente. As informações para compra de ingressos podem ser encontradas nos perfis dos artistas nas redes sociais.

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