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Notícias / Política

Kim Kardashian escreve carta para Joe Biden para alertar sobre novo genocídio armênio

A empresária assina a carta com o médico Eric Esrailian

Redação Publicado em 08/09/2023, às 17h31

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Kim Kardashian Foto: Presley Ann/Getty Images for ABA)
Kim Kardashian Foto: Presley Ann/Getty Images for ABA)

Kim Kardashian e o médico Eric Esrailian assinaram uma carta endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na qual pedem que o político impeça que a Armênia sofra outro genocídio, dessa vez por parte do Azerbaijão. Os dois contam que o Corredor de Lachin, principal rota por onde os indígenas armênios cristãos de Artsaque recebem suprimentos, remédios e ajuda médica, foi fechado em função do conflito entre Rússia e Ucrânia. 

“A guerra na Ucrânia fez do Azerbaijão uma alternativa aparentemente mais favorável ao petróleo e ao gás russos para alguns países. No entanto, esta confiança encorajou o governo autocrático do Azerbaijão a usar a fome como arma contra a população arménia na região. Não há mais tempo para pensamentos, orações ou preocupações.” Dizem os dois no texto.

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O governo do Azerbaizão já chegou a atacar Artsaque em 2020. E, apesar de um acordo de cessar-fogo, o receio por parte do povo armênio em todo o mundo é constante. “Políticas armenofóbicas foram concebidas e amplamente promovidas pelo governo azerbaijano e outros. A paz regional não deveria envolver o sacrifício da soberania dos Arménios em Artsaque, mas independentemente do que alguém acredite sobre a nossa opinião, é claro que este bloqueio implacável ultrapassou todas as linhas vermelhas dos direitos humanos e do direito humanitário.”

O governo do Azerbaijão declarou que rotas alternativas podem ser usadas para ter acesso ao local, Kim e Esrailian afirmam que a passagem controlada pelo país para entrega de suprimentos pode ser o final dos armênios cristãos de Artsaque. “No início desta crise, havia aproximadamente 120 mil armênios, incluindo 30 mil crianças, a viver na república. Infelizmente, devido à fome e à incapacidade de receber cuidados médicos adequados, já houve uma perda significativa e trágica de vidas — e só irá piorar sem acção imediata. Para aqueles que sobreviverem, o trauma será permanente.” disseram. 

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Os dois ainda citam o Professor Juan Mendez, conselheiro especial da ONU para Prevenção do Genocídio, que vem tentando há meses alertar sobre a situação. Além de Luis Moreno Ocampo, primeiro procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional, que publicou um relatório em que disse que o genocídio dos armênios de Artsaque já está em curso. 

Ele concluiu que um genocídio já está em curso porque, nos termos do Artigo II, (c) da Convenção sobre Genocídio, o Azerbaijão está ‘infligindo deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para provocar a sua destruição física.’”

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“Somos apenas duas pessoas. Temos trabalhado nos bastidores para apoiar os nossos irmãos e irmãs arménios, mas esta abordagem diplomática não produziu resultados significativos. É evidente que esta crise não será remediada por indivíduos, mas continuaremos a fazer o que estiver ao nosso alcance para usar toda a influência que tivermos.”

Os dois finalizam pedindo que o Corredor de Lachin seja reaberto e afirmando que vão continuar chamando atenção para o assunto, inclusive para pessoas no governo dos Estados Unidos que se preocupam com a humanidade. “Os Estados Unidos têm a capacidade de mobilizar uma resposta. “