Morrissey compara sociedade na pandemia com escravidão: ‘Governo age como imperador chinês'

'Nossa liberdade atual se restringe a visitar supermercados e comprar sofás', disse Morrissey em recente e rara entrevista

Itaici Brunetti Publicado em 06/07/2021, às 09h14

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Morrissey (Foto: Marco Ugarte / AP Photo)

Sempre polêmico e crítico às restrições impostas pelo Reino Unido para conter a pandemia do coronavírus, Morrissey, ex-vocalista do The Smiths, disse que a sociedade se tornou semelhante à escravidão nos últimos 18 meses.

Em rara entrevista com o seu sobrinho Sam EstyRayner, para o seu site oficial, Morrissey disse que "o maior problema é que ninguém consegue mais concordar com ninguém. E este é o principal resultado da 'Con-vid.'"

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"Isso trouxe o pior das pessoas, e nunca estivemos juntos nisso. Estamos privados de ver e ouvir outras pessoas e, acima de tudo, de querer estar com outras pessoas que veem e ouvem o mesmo que você vê e ouve, porque este é o oxigênio básico para a alma humana. Leve-o embora e as pessoas morrem," continuou o cantor de 62 anos. 

O ex-Smithsprosseguiu: "Agora, mais pessoas estão destinadas à pobreza, o que é outra forma de escravidão, assim como os impostos municipais e todas as outras formas pelas quais somos presos e rastreados. Nossa liberdade atual se restringe a visitar supermercados e comprar sofás. O governo age como um imperador chinês, tipo: 'Nós permitiremos que você viva como vivemos, se você se comportar.'"

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O próximo álbum de Morrissey, o primeiro após o fim de seu contrato com a gravadora BMG, se chamará Bonfire of Teenagers e terá 11 faixas. A data de lançamento não foi anunciada. 

As informações são do site NME


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