Morrissey consegue show vegano em Nova York e exige o mesmo do Live Earth

Cantor enviou recado ao ativista do meio ambiente Al Gore pensando no evento pelo combate ao aquecimento global

Redação Publicado em 05/05/2015, às 09h36 - Atualizado às 14h13

Morrissey
Chris Pizzello/AP

É uma obrigatoriedade para quem deseja sediar um show de Morrissey: se quiser ter o ex-vocalista do The Smiths no palco, é preciso garantir que não haverá carne e laticínios sendo vendidos no local, apenas produtos veganos.

Mulheres seminuas dão o tom minimalista ao vídeo de “Kiss Me A Lot”, do cantor Morrissey.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, o britânico cancelou uma apresentação na Islândia, depois dessa regra ter sido desrespeitada. Já o espetáculo do próximo dia 27 de junho, no Madison Square Garden, em Nova York, parece estar garantido.

Ex-guitarrista do Smiths, Johnny Marr prepara autobiografia para 2016.

Os organizadores do evento ouviram o chamado de Morrissey e já tomaram as medidas necessárias para atendê-lo, segundo o jornal The New York Post. “Tivemos de fechar metade dos estabelecimentos”, disse à publicação um funcionário do local.

Morrissey aparece nu e ao lado da Rainha da Inglaterra em estampa de camiseta.

Um dono de uma lanchonete de hambúrgueres não estava ciente da decisão, mas disse estar pronto para deixar de lucrar com o estabelecimento por uma noite. “O Morrissey é um artista maravilhoso, eu não ligaria. Ele pode fazer o que quiser”, afirmou Drew Nieporent, do Daily Burguer.

Live Earth

Morrissey já enviou, inclusive, um recado ao Al Gore, ativista do meio ambiente e um dos organizadores do Live Earth. A festa global, marcada para 18 de junho, tem o intuito de chamar atenção para reunião da ONU de dezembro deste ano, em Paris, que definirá novas metas contra o aquecimento global.

Pharrell Williams se junta à ONU para promover o Dia Internacional da Felicidade.

Farão parte da celebração no meio do ano mais de 100 músicos (ainda não confirmados) nos Estados Unidos, na África do Sul, na Austrália, na China, na França e também no Brasil.

“Servir carne e laticínios em um evento de combate à mudança climática é como vender pistolas em um encontro pelo controle de armamentos, se você decidir servir carne fresca no Live Earth, vai estar fazendo piada do próprio conceito do evento”, disse o artista. “Nesse caso, o nome deveria ser mudado para Dead Earth: nós contribuímos!”.