Após viver personagem gay, Cate Blanchett diz já ter tido experiências homossexuais

O romance Carol estreará no Festival de Cannes, no próximo domingo, 17

Redação Publicado em 13/05/2015, às 11h00 - Atualizado às 12h12

Rooney Mara e Cate Blanchett no filme de Todd Haynes
Reprodução

O drama romântico Carol será exibido pela primeira vez próximo domingo, 17, durante o Festival de Cannes. Adiado por cerca de 15 anos por dificuldades de lançamento, o longa-metragem conta a história de duas mulheres de idades e status social diferentes que se apaixonam. Elas são interpretadas por Cate Blanchett e Rooney Mara (Ela).

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Vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2014, por Blue Jasmine, e de Melhor Atriz Coadjuvante, em 2005, por O Aviador, Blanchett falou à revista Variety sobre a rejeição de Hollywood ao tema e disse ter temido que o filme nunca fosse produzido.

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“Foi tão difícil... filmes com mulheres nos papeis principais são complicados de financiar. Tem muita gente trabalhando na ideia equivocada de que as pessoas não querem ver isso, o que não é verdade”, afirma a australiana, voz recorrente contra a desigualdade de gêneros no cinema. “Eu quero que isso não seja mais discutido, mas é preciso que seja”.

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Na entrevista, Blanchett demonstrou a usual sinceridade para falar do preconceito com as mulheres e comentou sobre a própria sexualidade. Perguntada se essa foi a sua primeira vez como lésbica, a atriz retrucou, “Em cena ou na vida real?” e respondeu sobre ter tido experiência homossexuais. “Sim. Muitas vezes”.

Em Carol, filme baseado no livro The Price Of Salt, escrito por Patricia Highsmith, de 1952, e dirigido por Todd Haynes (Não Estou Lá), as protagonistas interpretam cenas de sexo pouco intensas. “Não é Azul é a Cor Mais Quente”, comenta, sobre a polêmica obra do diretor Abdellatif Kechiche. “Não é essa a ambição do filme”.