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Metal Erudito: Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta na íntegra o icônico Black Album, do Metallica

Com Maestro Felipe Prazeres e arranjo do baixista Ricardo Cândido, orquestra fez uma releitura de sucessos como ‘Enter Sandman’ e ‘The Unforgiven'

Redação Publicado em 17/04/2023, às 10h00 - Atualizado às 17h00

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Orquestra Petrobras Sinfônica - Metallica Black Album (Foto: Igor Aleixo)
Orquestra Petrobras Sinfônica - Metallica Black Album (Foto: Igor Aleixo)

O público da casa de shows Vibra São Paulo, na noite de 02 de fevereiro, estava diferente do costumeiro em apresentações de música clássica. Camisetas pretas da banda de heavy metal eram maioria na plateia, que contava com pessoas de todas as idades ansiosas por ouvir o mais famoso disco do Metallica em uma versão completamente nova: com violinos elétricos no lugar das guitarras de Kirk Hammett e um violoncelo fazendo as vezes da guitarra de James Hetfield.

Após a concentração nos bastidores, a orquestra é chamada ao palco sob aplausos vigorosos e a apresentação tem início com a característica "Ecstasy of Gold", de Ennio Morricone, música que sempre abre as apresentações do Metallica e segundo o vocalista James Hetfield "traz uma sensação de tensão e euforia, que tentamos transmitir para o público".

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Logo após a última nota do clássico de Morricone, nossos ouvidos são brindados com os acordes iniciais de "Enter Sandman", considerado por muitos o maior clássico do Metallica. Na primeira música do álbum já fica estabelecido o clima que a apresentação iria tomar, pois ao contrário das apresentações tradicionais de uma orquestra, em que o público permanece em silêncio, apreciando a performance, o maestro Felipe Prazeres convida a plateia a cantar o refrão, que todos ali tem gravado na memória e cantam a plenos pulmões.

Depois desse petardo sonoro, a próxima música é "Sad But True", outro clássico do álbum que também conta com a participação da plateia, já eufórica e com algumas pessoas em pé. Na sequência temos "Holier Than Thou" e para o êxtase geral: "The Unforgiven", que logo na introdução, com o famoso barulho do 'trem', faz os presentes pularem nas cadeiras. O que não passa despercebido pelo maestro, que novamente convida o público a cantar um dos maiores sucessos do Metallica e é presenteado com um coro de cerca de 2 mil pessoas que acompanham a música do início ao fim.

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Seguindo a ordem do disco, a orquestra apresenta de forma magistral as músicas "Wherever I May Roam", "Don't Tread on Me" e "Through The Never", com performance arrasadora dos solistas Ricardo Amado e Carlos Mendes nos violinos elétricos, revezando nos solos inspiradíssimos de Kirk Hammett.

Mas talvez a música mais esperada da noite fosse a seguinte, que mereceu uma apresentação do maestro e novamente o convite para que todos cantassem junto com a orquestra. "Nothing Else Matters", balada mais famosa da banda estadunidense, foi recebida com entusiasmo logo nos primeiros acordes. O público cantou do início ao fim, com direito a um agradecimento especial de toda a orquestra, que ficou em pé para receber os aplausos dos fãs. Parecia o final do show, mas ainda faltavam "Of Wolf And Man", "The God That Failed", "My Friend Of Misery", com sua bela introdução no contrabaixo e para fechar "The Struggle Within", que segundo o maestro Felipe Prazeres foi a mais difícil de tocar, e que deixou a orquestra mais orgulhosa pelo resultado.

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Findada a última música do álbum, os integrantes se levantam para receber os aplausos acalorados do público, presenteado no 'bis' por uma belíssima versão de "Master Of Puppets", outro clássico do Metallica que não faz parte do Black Album, e sim do disco homônimo de 1986, que a orquestra fez questão de homenagear. Com a energia dos fãs nas alturas, ainda houve tempo para um repeteco de "Enter Sandman", com os versos cantados ainda mais altos que da primeira vez.

A casa de shows aplaudiu em pé os músicos que ainda estavam em êxtase com a recepção paulistana, segundo as palavras do próprio maestro em entrevista à Rolling Stone Brasil: "A gente sai com a autoestima lá em cima em um concerto como esse, lavamos a alma, pois aqui em São Paulo costuma sempre 'dar bom', a galera gosta muito (do Metallica), e vem em peso, participam junto com a orquestra e isso é sempre muito legal".

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A Orquestra Petrobras Sinfônica foi fundada há 47 anos pelo Maestro Armando Prazeres e hoje conta com o Maestro Isaac Karabtchevsky como Diretor Artístico e Regente Titular. Todas as apresentações, bem como notícias e trabalhos sociais, podem ser encontrados no site da orquestra (petrobrasinfonica.com.br) ou sem suas redes sociais (@petrobras_sinfonica).