Nirvana: Após perder ação judicial, 'bebê de Nevermind' volta a processar a banda; entenda

Após a Justiça da Califórnia rejeitar o processo, Spencer Elden entrou com uma nova ação contra a banda pela capa de Nevermind

Redação Publicado em 14/01/2022, às 10h49 - Atualizado às 10h53

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Capa de Nevermind (Foto: Divulgação)

Em 2021, a banda Nirvana precisou enfrentar uma ação judicial inusitada. O protagonista da capa de Nervermind(1991), Spencer Elden, entrou com um processo contra os integrantes sobreviventes (Dave Grohl e Krist Novoselic) e o espólio de Kurt Cobain por, segundo os documentos judiciais, violarem estatutos federais de pornografia infantil.

No dia 4 de janeiro deste ano, a Justiça da Califórnia rejeitou o processo movido por Spencer Elden, 30, contra o Nirvana. No entanto, Elden aparentemente não aceitou a decisão jurídica e voltou a processar a banda - os detalhes do primeiro processo estão disponíveis ao final do texto. 

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Após o juiz Fernando M. Olguin rejeitar a ação, o "bebê de Nevermind", acompanhado dos advogados, emendou alguns argumentos no processo original nesta quinta, 13 de janeiro. Conforme relata a Rolling Stone EUA, Elden abriu mão da acusação de tráfico sexual após os advogados do Nirvana argumentarem que o suposto tráfico ocorreu antes dos legisladores permitirem que as vítimas processassem usando o estatuto federal de tráfico sexual de crianças.

Elden, porém, mantém as outras alegações, como a de que "a pornografia infantil retratando Spencer, intencionalmente comercializada" foi usada "para promover o disco Nevermind, a banda e a música do Nirvana, enquanto ganhava, no mínimo, dezenas de milhões de dólares no total."

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A última alegação também inclui uma declaração em anexo de Robert Fisher, diretor de arte da capa de Nevermind, descartado como réu no processo em 22 de dezembro, via Rolling Stone EUA. Ainda não há novos posicionamentos do Nirvana acerca dos acréscimos de Elden no processo.


O primeiro processo

O primeiro processo contra o Nirvana, o qual também cita o fotógrafo Kirk Weddle e as gravadoras por trás do lançamento do disco, alegava que o protagonista da imagem sofreu "danos ao longo da vida". Ainda, garantia que os tutores legais nunca assinaram um documento "autorizando o uso de quaisquer imagens de Spencer ou de sua semelhança, e certamente não de pornografia infantil comercial".

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Os documentos também apontam que Elden afirma que, além das violações dos estatutos, houve exploração sexual infantil, porque ele não poderia consentir pelo uso da imagem em 1991 quando ainda era uma criança. 

Diante das acusações de pornografia infantil e exploração sexual, Spencer Elder pedia uma grande indenização dos réus: US$ 150 mil (cerca de R$ 787 mil) de cada um dos acusados no processo.

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