17 anos da estreia de Amy Winehouse: a história por trás da capa fascinante de 'Frank'

Álbum de estreia da artista completa 17 anos

Redação Publicado em 20/10/2020, às 12h47

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Amy Winehouse na capa do álbum "Frank" (Foto: Divulgação)

Há 20 anos, em 20 de outubro de 2003, Amy Winehouse lançou o primeiro álbum de estúdio. Apesar de não ter sido sucesso de vendas na época, Frank foi elogiado pelos principais veículos da mídia e abriu os caminhos para o sucesso estrondoso de Back to Black (2006) como uma das grandes revelações da música britânica. 

Na época com apenas 20 anos e sem pretensão de fama, como mostrou o documentário Amy, dirigido por Asif Kapadia, a artista aparece sorridente na capa do álbum. As fotos daquele ensaio mostram uma jovem comum, feliz e cheia de vida, tão diferente da imagem trágica alimentada pela mídia mundial nos anos seguintes e até a morte precoce, em 2011, com apenas 27 anos. 

Amy Winehouse na capa do álbum "Frank" (Foto: Divulgação)

 

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Os registros de Amy antes da fama foram feitos por Charles Moriarty, ainda amador quando foi indicado por um amigo em comum para trabalhar com a cantora. Em entrevista ao Crack sobre a história por trás da capa, parte da série Undercover realizada pelo site, o fotógrafo se orgulha de ter registrado Amy pela primeira vez com o penteado beehive, além do icônico delineado de gatinho. 

A falta de experiência profissional de Moriarty não foi um problema para Amy, pelo contrário, permitiu uma criação “livre” para ambas as partes. A cantora estava insatisfeita com outra sessão de fotos para o álbum e desejava se afastar da imagem de “artistas usando guitarras nas capas, com uma pose. Era falso demais para ela, então ela queria fazer algo menos ensaiado e mais humano”, explicou o fotógrafo.  “Eu não a conhecia, mas logo percebi que ela tinha uma personalidade forte e única”. 

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Muito tímida, Amy não gostava de tirar fotos. O cachorro eternizado na capa foi emprestado por um desconhecido que passava no local na hora, e a presença do bichinho ajudou a cantora a se soltar para os cliques. “Se não fosse algo completamente necessário, ela mandaria você se f**er. Para ela, a música devia falar por si”, continuou Moriarty ao Crack. “Estávamos um pouco hesitantes até aquele ponto, então eu diria ajudaram Amy a se distrair da sessão de fotos e ficar mais presente no momento”. 

O fotógrafo manteve contato com Amy após esse trabalho e lamentou o comportamento predatório dos paparazzi quando Back to Black explodiu. “Lembro de descobrir que os paparazzi acampavam do lado de fora da casa dela. Ela só queria continuar vivendo a vida normalmente, mas eles não a deixaram! Tudo teve um efeito terrível sobre ela”, comentou. “Ela nem sempre foi Amy Winehouse, ela era apenas Amy, uma garota de East London com um sonho e um sorriso”. 


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