Bolsonaro e filho Carlos atacam Moro após publicação de trechos de reunião: ‘Game over’

O Presidente da República usou as redes sociais para comentar a acusação de interferência na Polícia Federal

Redação Publicado em 15/05/2020, às 08h06

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Jair Bolsonaro (Foto: Gabriela Bilo / Estadão Conteúdo / Agência Estado / AP Images)

Jair Bolsonaro e o filho Carlos, vereador do município do Rio de Janeiro, atacaram Sergio Moro pelo Twitter após a publicação de trechos transcritos da reunião ministerial, na qual o presidente declarou abertamente que iria interferir no comando da Polícia Federal, segundo o ex-Ministro da Justiça. 

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No dia 22 de abril, Bolsonaro declarou que iria “interferir” na Polícia Federal por não estar dando informações e não iria esperar a instituição “fod**” a família dele para trocar a segurança. Confira um trecho da transcrição revelada: 

"Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações; eu tenho as inteligências das Forças Armadas que não têm informações; a Abin tem os seus problemas, tem algumas informações, só não tem mais porque tá faltando realmente... temos problemas... aparelhamento, etc.”

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Já na quinta-feira, 14, Bolsonaro compartilhou uma foto da conversa de Moro com a deputada federal Carla Zambelli no Whatsapp, no dia 24 de abril. A integrante do PSL pede para conversar com o ex-ministro e explica que Maurício Valeixo pediu para deixar o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. 

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Junto com a imagem, o presidente enfatizou que pediu a autorização de Carla para citar as mensagens, ao contrário de Moro que divulgou outras conversas para a Globo sem consultar a deputada.

Em seguida, Bolsonaro diz que a possibilidade de revogação da exoneração, citada por Moro, é a prova de que não existe interferência. Ele escreveu: “Game over, pelo próprio zap [sic] de Moro”. 

 

Carlos Bolsonaro criticou o ex-ministro e disse: “Estou para ver uma pessoa, ao meu ver, mais máu [sic] caráter que este Sérgio Moro. Enquanto no governo afirmava que nunca houve interferência do presidente na Polícia Federal. Ontem entregou conversas privadas para a Globo com sua afilhada, que nada comprovou a não ser sua índole”

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Em resposta aos tuítes, Moro também utilizou a rede social para se manifestar. O ex-ministro compartilhou a nota do advogado Rodrigo Sánchez Rio, a qual aponta a omissão de trechos relevantes da transcrição, além do acesso ao vídeo pela AGU - Advocacia-Geral da União.


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