Como os divórcios e brigas entre casais acabou com o ABBA?

Grupo formado por dois casais chegou ao fim em 1982

Redação Publicado em 10/07/2020, às 10h24

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ABBA (Foto: AP Images)

Sucesso entre os anos 1970 e 1980, o ABBA era formado por dois casais suecos, Agnetha Fältskog e Björn Ulvaeus ao lado de Anni-Frid Lyngstad e Benny Andersson. O grupo chegou ao fim após brigas e divórcios, como lembra o jornal Express UK.

O ABBA foi formado em 1972 por Ulvaeus, casado com Agnetha desde o ano anterior, e Andersson, namorado de Anni-Frid desde 1969. A relação entre os casais se manteve por quase todo o período de sucesso da banda, mas os problemas pessoais começaram a interferir no processo criativo e desempenho do grupo.

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De acordo com a publicação, Ulvaeus explicou como era compor naquele período. “Acho que escrevi ‘Knowing Me Knowing You’ antes do divórcio. De muitas maneiras, o divórcio entre Agnetha e eu foi amigável”, contou. “Apenas nos tornamos pessoas diferentes e decidimos nos separar. Entre Benny e Frida foi mais difícil. Não foram tempos felizes, mas foi um período muito criativo’.

A música “The Winner Takes It All”, de autoria de Ulvaeus e Andersson, foi sobre o divórcio, e Agnetha assumiu os vocais da canção. A cantora explicou como a música era um reflexo dos sentimentos do próprio relacionamento e um pouco das dificuldades enfrentadas por Anni-Frid e Andersson, que se divorciaram em 1981. “Foi fantástico fazer essa música porque eu podia me colocar naquele sentimento. Não me importei em compartilhar aquilo com o público, não parecia errado”, contou à You Magazine (Via Express).

Apesar das declarações positivas na imprensa, Agnetha contou na biografia As I Am: ABBA Before & Beyond, publicada em 1997, a cantora revelou o trauma da separação. “Sempre falamos na mídia que era um divórcio ‘feliz’, o que obviamente era uma fachada. Todos sabemos que não existem divórcios felizes, especialmente quando há crianças envolvidas”, escreveu. “Além disso, o nosso estava sob o olhar da mídia. A razão por trás da nossa separação é uma daquelas coisas em que eu definitivamente não quero entrar”.

O casal teve dois filhos e Agnetha precisou de terapia para se recuperar do divórcio, conforme contou em entrevista ao El País, em 2018.

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Em 2017, Andersson falou sobre o fim do ABBA. “Haviam coisas acontecendo na vida real também, não apenas na vida profissional. Frida e eu nos divorciamos, [Björn e Agnetha] se divorciaram”, comentou. “No começo, ainda trabalhamos juntos porque sabíamos o que a gente tinha”.

A banda ainda entrou em estúdio em 1982, ano da separação definitiva, segundo informações do site Mirror. Apesar da tentativa, o divórcio entre os casais tirou a magia para os envolvidos no grupo. “Estávamos muito cansados no Abba, e depois de nossos divórcios não havia razão para continuar juntos”, conclui Agnetha ao El País.


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