Gene Simmons explica por que o rock está morto: 'Não é a falta de talento'

O vocalista e baixista do Kiss apontou o modelo de negócios e de consumo como o culpado pela morte do rock

Redação Publicado em 10/03/2021, às 09h21

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Gene Simmons (Foto: Sthanlee B. Mirador/Sipa via AP Images)

Gene Simmons explicou por que considera o rock morto. Em entrevista ao Heavy Consequence, o vocalista e baixista do Kiss afirmou que não falta talento, mas de um modelo de mercado eficiente para os músicos. (Via Consequence of Sound)

Após culpar os jovens pela forma que consomem música e apontar ausência de uma banda grandiosa como os Beatles desde 1988, Simmons disse que os serviços de streaming contribuíram para o fim do rock. 

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"A razão para [o rock estar morto] não é a falta de talento, mas os jovens, aquele menino que mora no porão da mãe, que um dia decidiu que não queria pagar pela música. Ele queria baixar e compartilhar arquivos. E foi isso que acabou com as chances da próxima geração de grandes bandas. O fato de a música ser gratuita. Então, hoje em dia, novas bandas não têm chance.”

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Simmons também confessou que espera ver as pessoas novamente nos shows assim que a vacina da Covid-19 for aplicada em todos. Para o músico, esta é uma das formas de apoiar as bandas, as quais não podem mais contar com as vendas de discos.

“'O rock está morto' - pode apostar sua bunda que está - não porque o talento não esteja lá, mas porque o modelo de negócios simplesmente não funciona. Então, isso deixa as apresentações ao vivo. E eu realmente espero que uma vez que esta vacina se espalhe - é melhor você tomar duas vezes - que as pessoas vão aos clubes locais e vejam todas as novas bandas."

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Apesar de considerar o rock morto, o baixista do Kiss fechou uma nova linha de guitarras com a Gibson e disse que não será afetado pelo atual cenário do rock, mas que a fala dele é sobre a nova geração, a qual precisa de apoio. 

"Nos finais de semana, vá a um lugar que tenha música ao vivo. E não me refiro a caras que apertam um botão e fazem EDM. Isso não faz mal também. Mas aquele cara, se você colocar um instrumento nas mãos dele, ele não vai ter ideia do que fazer - nunca escreveu uma música, não saberia o que é um lá menor, lá maior ou sétima. Você precisa apoiar a nova geração de pessoas talentosas, que são músicos e escritores e assim por diante. Não deixem os robôs levarem tudo embora.”


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