A história por trás de 'Boys Don't Cry', do The Cure

Há 41 anos, o The Cure lançava o hit punk pop

Redação Publicado em 15/06/2020, às 18h44

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The Cure (Foto: Fin Costello / Redferns / Getty Images)

Há 41 anos, o The Cure lançava o hit punk pop "Boys Don't Cry". Como relembra o site Far Out Magazine, a música não alcançou o topo das paradas e nem teve o reconhecimento merecido durante a década de 1970 e início da de 1980 

A faixa foi escrita pelos então integrantes da banda Michael Dempsey, Robert Smith, and Lol Tolhurst. O single ficou um pouco afastado do estilo pós-punk que o grupo apresentava.

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Na época, a crítica não avaliou bem a gravação da canção, apesar de gostar da performance ao vivo. Em entrevista à Radio X na época, Tolhurst foi contra os comentários negativos e disse: “Pop nunca foi uma palavra suja com o Cure". A música não chegou nas paradas, mas já se tornava um cult na cena indie.

A banda e o dono da gravadora Fiction Records, Chris Parry, ficaram desapontados com o resultado. Na biografia da banda, Ten Imaginary Years, Parry escreveu: "'Boys Don't Cry' era uma música de sucesso e deveria ter sido um sucesso. Robert [Smith] estava desapontado e tinha o direito de estar. Foi uma farsa".

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Depois disso, a banda se afastou do pop de "Boys Don't Cry" e foi para um lado mais sombrio - inclusive, teve algumas mudanças na banda na época. Após alguns anos, como lembra o Far Out Magazine, a Fiction trabalhou com a banda para lançar uma compilação dos singles do The Cure chamada Standing On A Beach e, com ela, veio o relançamento de "Boys Don't Cry".

A voz de Robert estava mais madura e o remix feito deu um novo ar para a faixa. Com a nova versão, "Boys Don't Cry" ganhou um vídeo em 1986, o que foi um acerto da banda, dada a influência e alcance da MTV na época. Assim, a música finalmente conquistou o sucesso, chegou no topo das paradas e até hoje é lembrada como um clássico.

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Em entrevista à Rolling Stone EUA, em 2019, Robert falou sobre a inspiração para a música: "Quando eu era criança, havia uma pressão dos colegas para que você se adaptasse de uma certa maneira. E como um garoto inglês na época, você é incentivado a não demonstrar sua emoção em nenhum grau. E não pude deixar de mostrar minhas emoções quando era mais jovem. Eu nunca achei estranho mostrar minhas emoções. Eu realmente não poderia continuar sem mostrar minhas emoções; você teria que ser um cantor muito chato para fazer isso".

O artista continuou: "Então eu meio que fiz uma grande coisa sobre isso. Pensei: 'Bem, faz parte da minha natureza protestar contra ser instruído a não fazer algo'".

Ouça "Boys Don't Cry":


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