Jack White defende o Tidal de acusações de elitismo e diz que o serviço favorece os músicos iniciantes

Novidade do mercado de streaming foi lançada em março deste ano por Jay Z com apoio de inúmeras figuras importantes do mercado musical

Redação Publicado em 21/05/2015, às 11h47 - Atualizado às 13h08

Jack White no Lollapalooza Argentina
David James Swanson/Reprodução/Site oficial

Desde que o Tidal, serviço de streaming musical pertencente a Jay Z foi lançado em 31 de março, em um evento que contou com a presença de nomes de fazer inveja ao Oscar, entre eles Alicia Keys, Madonna, Beyoncé, Daft Punk e Jack White, algumas acusações foram levantadas contra a iniciativa.

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O Tidal surgiu com a promessa de revolucionar a música e ao contrário do Spotify, por exemplo, não oferece nada de forma gratuita. A ideia é gratificar o artista pelo trabalho dele. Para muitos, a iniciativa é elitista e diz respeito a celebridades milionárias querendo ficar ainda mais ricas.

Celebridades marcam presença no evento de lançamento do serviço de streaming de Jay Z.

Jack White garante que não: “O que há de elitista nisso? Quem está defendendo os peixes pequenos?”, ele questionou em bate-papo com fãs no site da gravadora dele, a Third Man.

“Quanto você pagou pelo último filme que viu no cinema? E quanto esse filme custou para ser feito? Não desvalorize os músicos cara, os ajude. Gravar discos é caro. Não vejo as pessoas dizendo que devemos ir ao cinema de graça ou que a Netflix deveria ser gratuita”.

“Um serviço de streaming que pertence aos artistas é o primeiro passo para mudar a industria, não tem nada a ver com os ricos ficando mais ricos. Isso permite aos artistas que têm espaço tornarem o cenário acessível aos que ainda não têm uma voz. A Third Man está cheia de artistas de quem o mainstream nunca ouviu falar e que não têm voz ou força no sistema".

Jay Z rebate críticas ao Tidal: “A loja do iTunes não foi construída em um dia”.

White também escreveu durante a conversa sobre a qualidade do som que pode ser oferecido pelos serviços de streaming: “Mixamos em sistemas muito bons para fazer músicas que, em 90% dos casos, serão ouvidaa em pequenos componentes que cortam metade da resolução”. O músico ainda anunciou que pretende criar uma página da Third Man no Tidal, na qual será possível ouvir centenas de álbuns. A cada vez em que um canção for ouvida, o artista será pago por isso.

O Tidal está disponível em dois planos: o premium, por US$ 9,99 mensais (cerca de R$ 32), com música e vídeos, e o HiFI, por US$ 19,99 mensais, com o adicional da curadoria editorial e música de qualidade superior. Os interessados podem testar o produto por um mês, de forma gratuita. A princípio, o serviço não é oferecido no Brasil.