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Kim Gordon relata memórias do livro Girl In A Band a Carrie Brownstein; veja

Ex-integrante do Sonic Youth e a guitarrista do Sleater-Kinney bateram um engraçado papo de cerca de uma hora

Redação Publicado em 14/03/2015, às 15h10 - Atualizado às 18h05

Roqueiras em entrevista nos EUA
Reprodução/vídeo

No início deste mês, em evento da turnê de promoção do novo livro Girl In A Band: A Memoir, a autora da obra e ex-integrante do Sonic Youth Kim Gordon fez parte de uma descontraída conversa de uma hora com a também artista Carrie Brownstein, do trio Sleater-Kinney, em São Francisco, Estados Unidos.

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Durante o bate-papo, disponível na íntegra pela internet, as duas veteranas do rock, nos papeis improvisados de entrevistada e entrevistadora, lutaram contra silêncios constrangedores e ataques de risos para discutir os tempos de Kim no Sonic Youth, a inspiração dela como baixista e a estranha ideia de ser intitulada “uma garota de banda” (“girl in band”, nome do livro).

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“Isso começou quando começamos a ir para a Inglaterra e jornalistas ingleses passaram a perguntar. Acho que eu nunca levei isso em consideração, acho que eu me sentia meio ‘menino’, então, eu não pensei em ‘garota de banda’ ou algo assim. Isso me deixou insegura, aí eu escrevi ‘Secret Girl’, que é um pouco baseada naquela experiência”, diz a artista sobre o conceito.

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Em “Secret Girl”, Kim escreveu: “My mother used to say you're the boy that can enjoy invisibility” (“minha mãe costumava dizer, você é o menino que pode gozar da invisibilidade”).

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A baixista ainda falou sobre as primeiras influências na forma de tocar. “Estávamos bem ligados em PiL, Jah Wobble, no som de baixo mais reduzido. E então Sid Vicious apareceu com algumas coisas interessantes. O punk rock abriu essa intervenção na cultura, criou essa abertura que não existia desde os anos 1960, acredito.”

Assista à entrevista:

“Portanto, ainda que o Sonic Youth tenha começado no início dos anos 1980, havia esse onipresente sentimento da energia e da ideia sobre música de que não era preciso ser um músico para estar em uma banda”.

Durante a entrevista e a sessão de perguntas e respostas com os fãs, Kim falou do toque “minimalista” usado por ela na autobiografia, na “enorme honra” de ter participado de um episódio de Os Simpsons e da bizarra experiência de ter gravado uma colaboração em "I Love You Mary Jane”, com o Cypress Hill, em 1993.

“Era um tempo em que as pessoas achavam que era um boa ideia para os roqueiros fazer músicas com artistas de hip-hop. Eram tempos ruins, na verdade. Não sei como nos juntamos com o Cypress Hill para essa gravação. Foi sugerido que houvesse uma coletânea e fomos trabalhar com o Cypress Hill, de quem nós gostávamos”.