O que a crítica pensa de The Red Turtle, primeiro filme não-japonês do Studio Ghibli?

A produção foi lançada em 2017 e foi bem-recebida pelo público

Redação Publicado em 19/06/2020, às 17h36

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The Red Turtle (Foto: Reprodução/IMDb)

The Red Turtle (A Tartaruga Vermelha, em português), lançado em 2017, é o primeiro filme do Studio Ghibli feito por um diretor não-japonês e produzido sem artistas japoneses desde que o estúdio foi fundado em 1985. Com a entrada do longa ao SBS On Demand, o The Guardian escreveu uma crítica fantástica sobre a produção. 

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Como o jornal aponta, os primeiros 20 minutos da história parecem familiares, como um desenho animado já visto algumas vezes na televisão: o homem procura por comida, abrigo e o caminho de volta para casa. Toda tentativa de fuga, porém, é constantemente frustrada por uma enorme tartaruga enigmática vermelha, e isso força-o a voltar para a Ilha. Mais tarde, se rende a essa “força” superior, aceita o destino e se adapta a uma nova vida. 

Um símbolo de longevidade em muitas culturas, a presença da tartaruga revela inicialmente o instinto frenético do homem de se preservar a curto prazo, de acordo com o The Guardian. Mas ao longo do filme, o personagem aprende a considerar o esplendor intrínseco da natureza e o ciclo natural da vida.

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A animação é magnífica, e captura o delicado equilíbrio da vida, a beleza da morte e o poder da paisagem através de uma incrível atenção aos detalhes. As muitas criaturas da Ilha têm um capricho reconhecível, mesmo distantes da estética costumeira do Studio Ghibli. Visuais impressionantes, trilha sonora comovente e narração sensível, a beleza de The Red Turtle é a fluidez e universalidade representada através dela. 

Com apenas respirações, gritos e resmungos, a história é tão aberta à interpretação que, além de cada espectador imbuir significados diferentes, ao assistir mais de uma vez, o mesmo verá um novo significado na produção. 

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Ao assisti-lo durante a pandemia do coronavírus, por exemplo, o espectador se aproxima do filme por conta dos sentimentos de isolamento, saudade e frustração - e até uma melhor compreensão do conceito de tempo parado.

A produção tece uma narrativa entre realidade, sonho, alucinação e fantasia, nem sempre é claro o que está acontecendo nesta fábula, e não há uma única mensagem para tirar dela, mas sim, várias. The Red Turtle é um exercício de 75 minutos de escuta, imaginação e aprendizado.


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