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MV Bill responde 8 perguntas sobre livro A Vida Me Ensinou A Caminhar

Lançado nesta sexta, 15, o livro A Vida Me Ensinou A Caminhar relembra as histórias mais marcantes do rapper MV Bill

Redação Publicado em 15/04/2022, às 17h00

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MV Bill na capa do livro A Vida Me Ensinou A Caminhar (Arte: Fred Messias | Foto: Marcos Hermes)
MV Bill na capa do livro A Vida Me Ensinou A Caminhar (Arte: Fred Messias | Foto: Marcos Hermes)

O rapper MV Bill lançou nesta sexta, 15, o livro de crônicas A Vida Me Ensinou A Caminhar, que relembra as histórias mais marcantes da carreira dele, como a formação do Geração Futuro e sua participação no Free Jazz, com arma na cintura, em 1999.

Nesta quinta, 14, o músico participou de uma coletiva de imprensa online para promover A Vida Me Ensinou A Caminhar - que você pode conferir o primeiro capítulo completo aqui e o livro no site da editora aqui - e a Rolling Stone Brasil separou oito perguntas que o rapper respondeu sobre a obra. Confira:

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MV Bill e um livro cheio de emoções

O rapper contou que o processo de escrita levantou muitas emoções, positivas e negativas. "No meu livro, eu senti alegria de estar escrevendo, emoção de algumas histórias, mas também senti raiva e ódio em alguns momentos que lembrei de algumas coisas que não queria que tivessem acontecido daquela forma."

MV Bill quer incentivar os outros com o livro

"É um livro que vai ser um incentivo para quem está ainda na praça e na dúvida se deve seguir esse caminho ou não. Vai servir como combustível para abrir um leque, ampliar os horizontes. De que forma posso chegar? Para onde posso ir? Quais caminhos posso alcançar?," disse o músico.

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MV Bill quer que o livro alcance a favela

"Ainda que fale de assuntos que não são de conhecimento de todo mundo, a linguagem é. Isso vai acabar fazendo um casamento. Lógico que quando a gente lança um livro, uma música… aprendi a não ter amarras e não pensar tanto aonde esse livro vai chegar ou quem vai consumir. Mas se esse livro chegasse nas periferias, nas favelas, nas pessoas pretas e pobres, ia ficar muito feliz."


MV Bill traz uma obra mais visceral

"Esse é meu primeiro autoral e vou poder colocar algo mais visceral e pessoal. Até porque não é de um tema, como foram os outros livros com Celso [Athayde], que eram sobre criminalidade, jovens no tráfico de drogas. E dessa vez é minha história, minha música, os apuros que passei, a perseverança que tive que ter, as dificuldades das primeiras músicas, algumas situações que tive que ter muita habilidade pra não deixar transformar em outra coisa. Então esse livro tem um quê de especial, não só porque escrevi sozinho, mas por ter sido feito dentro de uma pandemia e trazendo esses tópicos que são importantes e vão fazer a galera refletir bastante."

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MV Bill ainda não escreveu a biografia dele

O músico explicou que o livro não é uma biografia, mas um livro de crônicas, porque acredita que ainda viverá muitas histórias para contar e, de fato, assinar sua biografia. "Sempre acho que tenho um monte de histórias para contar, por isso eu não chamo esse livro de biografia, porque a biografia veria de uma forma diferente."

O rapper continuou: "Quis trazer alguns contos, momentos icônicos, que as pessoas conhecem, como o dia que cantei armado no Free Jazz ou no dia que fui no Faustão, que virou um meme de internet. Muitas pessoas conhecem essas histórias do que viram na tela. No livro, eu conto um pouco do que tinha por trás desses bastidores."

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MV Bill queria trazer histórias menos "gloriosas"

O músico contou que todo o processo foi enriquecedor, mesmo quando retratou histórias menos "gloriosas." "Não decidi escolher as histórias gloriosas. Por mais que tenha histórias que me levam à glória no final do capítulo, escolhi história que não me dei tão bem sempre, mas que, apesar disso, tem um tipo de aprendizado."


MV Bill traz histórias por trás de músicas famosas

MV Bill também adiantou e revelou que traz os bastidores por trás de músicas notáveis da carreira dele. "Tem a história de algumas músicas icônicas, que ficaram interessantes de contar, como 'Soldado do Morro,' 'Traficando Informação,' 'Só Deus Pode Me Julgar,' a icônica 'Estilo Vagabundo.' Tem muita gente que conhece as músicas, mas não sabe a história por trás delas."

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MV Bill revela qual capítulo foi mais difícil de escrever

O rapper ainda comentou qual passagem do livro foi mais impactante para ele. "A história do dia que quase morri mexe muito comigo, porque, por um gesto, uma bobeira, um descuido poderia não estar aqui hoje. A gente vive em um país em que matar pessoas pretas não cria grande comoção, então literalmente poderia ter virado estatística. Só de lembrar da situação dá um pouco de arrepio."